Um grave caso de troca de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, em Santa Catarina, gerou revolta e grande comoção entre familiares das vítimas envolvidas. O erro operacional ocorreu após a morte de três homens, entre eles o jovem Juliano Henrique Guadagnin da Silva, de 24 anos, vítima de um acidente de motocicleta.
Segundo relatos da família, a mãe de Juliano, Mônica Guadagnin, realizou o velório e o enterro acreditando estar se despedindo do filho. No entanto, dias depois, foi informada pela funerária de que o corpo sepultado não era o de Juliano. O verdadeiro corpo do jovem havia sido entregue, por engano, a outra família.
Abalada, Mônica afirmou ter “enterrado o filho duas vezes” e cobrou explicações das autoridades sobre como a falha aconteceu dentro do IML de Florianópolis. O caso envolveu a troca de corpos entre três vítimas — uma de acidente de trânsito e duas de homicídio — o que exigiu a exumação dos corpos enterrados incorretamente para que a identificação fosse corrigida.
A Polícia Científica de Santa Catarina admitiu o erro operacional e informou que os protocolos internos estão sendo revisados para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. O órgão também afirmou que apura as circunstâncias da falha e acompanha os procedimentos necessários para a regularização dos sepultamentos.
O episódio provocou indignação entre familiares e moradores da região, levantando questionamentos sobre os procedimentos de identificação e liberação de corpos no IML da capital catarinense. Enquanto isso, as famílias afetadas seguem buscando respostas e responsabilização pelo ocorrido.