A possível delação do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, pode atingir um governador e um ministro. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, o ex-dirigente teria listado cerca de 20 situações envolvendo supostos esquemas fraudulentos, com a indicação direta de nomes ligados ao cenário político.
Entre os citados nesta primeira fase estaria o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, além de outras figuras que ainda não tiveram detalhes amplamente divulgados. O ponto que mais chama atenção, porém, é a menção a um ministro — que, segundo apuração, não integra o Supremo Tribunal Federal, mas sim o Tribunal de Contas da União.
A delação ainda está em fase de negociação e corre contra o tempo, o que aumenta a tensão nos bastidores políticos. Fontes indicam que Paulo Henrique Costa teria reunido documentos e provas que sustentariam as acusações, o que pode ampliar significativamente o alcance das investigações.
Caso homologada, a colaboração pode desencadear uma nova onda de apurações, atingindo diretamente figuras influentes e reacendendo o debate sobre transparência e responsabilização no uso de recursos públicos.
Nos corredores de Brasília, o clima já é de cautela — e expectativa. Afinal, quando delações desse porte começam a surgir, o impacto costuma ir muito além dos nomes inicialmente revelados.