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Ideologias? lixo

Por: Luiz Carlos Prates

05/05/2026 - 07:05

Já foi dito que se conselho fosse coisa boa ele não seria dado, seria vendido. Esse modo irônico, circense, de falarmos sobre conselhos talvez venha do fato de que costumamos não seguir conselhos. E quando os seguimos é porque já estávamos, subconscientemente, desejando fazer o que nos aconselharam. Acabei de ler um conselho que dito aí pelas esquinas entra por um ouvido e sai pelo outro. As pessoas não estão nem aí para esse conselho, ainda que ele seja bem interessante. No livro “Como Pensar e Viver Melhor”, do suíço Rolf Dobell, ele dá um conselho interessante, mas, coitado, perde tempo… Ele recomenda que – “Evitemos ideologias. Ideologias estreitam a nossa visão do mundo e nos levarão a decisões equivocadas”. Imagine alguém dar esse conselho este ano, aqui entre nós, ano de eleição. A babaquice é coletiva – sou direita, sou esquerda – quando na verdade devíamos seguir a linha reta da melhor das ideologias: a da decência. E que o voto dado a quem quer que seja se alinhe nessa “ideologia”, a da decência. Perda de tempo. Os humanos inventaram as religiões, que são ideologias delirantes, e continuam inventando falsas histórias que a nada mais visam senão a uma anestesia da consciência. Quem for ético, respeitoso, honesto mesmo, não precisa de mais nada, não precisa de nenhuma “credencial”, dessas credenciais inventadas por interesses de prepotência ou dinheiristas, talvez, dito melhor, dizimistas. Aliar-se a um grupo, seja ao grupo que for, é uma subconsciente busca por pertencimento, por ajuntamento, por uma parceria, enfim, que a nada mais visa senão à fuga da solidão. Seguir dogmas e determinações partidárias é uma corda no pescoço, tolhe-nos a liberdade e nos deixa na prisão do “tem que ser assim”. Só há um “tem que ser assim” na vida, o da decência. Não era o que Cristo pregava? Os psiquiatras americanos, faz anos isso, descobriram que bandidos da pesada tinham dentro deles um “tribunal de justiça pessoal” que não os levava para compadres. E vale para nós, hoje e sempre. Os que cometeram crimes, ainda que disfarçados e defendidos por amigos safados, ardem por dentro e vão pagar pelo que fizeram. O diacho é que poucos acreditam nisso. Ideologias? Tudo no lixo. Só há uma ideologia que nos eleva e realiza: a da decência, gêmea univitelina da honestidade.

RESPEITO

O Brasil é um país laico, não tem religião oficial, decisão constitucional. Diante disso, qualquer estúpido que tente, por exemplo, pregar inventadas fantasias religiosas a bordo de um avião tem que descer do avião. Se o avião já tiver decolado, que volte. E a figura ordinária tem que descer e ser levada para uma delegacia. Treteiros desrespeitosos!

AZAR

Um dia um estonteado ia pela calçada quando tropeçou, caiu e quebrou a perna. Naquele momento, na calçada do outro lado, ia um gatinho preto. O estonteado disse que a culpa foi do gatinho, do gato preto, gato preto dá azar… Não, o gatinho não teve culpa de nada, o paspalho é que não se cuidou, mas é assim. Sempre vamos criar desculpas para justificar os nossos “tropeços” na vida… Os fracassados na vida inventaram que gato preto dá azar.

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FALTA DIZER

O tempo passa, mas o povo não muda. A história de Cristo e Barrabás é reveladora do caráter do povo. O povo deu ouvidos a pregadores religiosos safados que não admitiam a “concorrência” com Cristo e o acusavam de não respeitar as leis. Pôncio Pilatos lavou as mãos, ficou com o povo e mandou Cristo para a crucificação. Dosimetria a Barrabás. Capetada…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.