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“Ajude a Marilene”: família de Schroeder lança campanha para custear imunoterapia contra câncer

Foto: Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

30/04/2026 - 11:04 - Atualizada em: 30/04/2026 - 11:05

Aos 49 anos, a autônoma Marilene Bolduan Magalhães, moradora do bairro Rio Hern, em Schroeder, enfrenta uma nova e dura batalha contra o câncer. Conhecida como Mari, ela iniciou uma campanha online para tentar garantir a continuidade de um tratamento considerado essencial.

Marilene foi diagnosticada com câncer no útero em 2023. Na época, passou por cirurgia para retirada do órgão e realizou radioterapia, chegando a ser considerada curada. No entanto, em 2025, a doença retornou de forma mais agressiva.

“Hoje, o câncer está nos linfonodos em várias regiões do corpo: pescoço, tórax, abdômen e pelve. Na região da pelve, ele começou próximo ao ovário direito. Também há indícios próximos ao teto do corpo e uma suspeita no osso do ombro esquerdo”, descreve.

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Desde a recidiva, ela passou por seis ciclos de quimioterapia, realizados a cada 21 dias. O tratamento, porém, trouxe consequências severas.

“Foram momentos muito difíceis, fiquei extremamente debilitada e perdi meu cabelo. Apesar de todo esforço, o tratamento apenas reduziu o câncer, mas não trouxe a cura. No momento, meu corpo não suporta mais a quimioterapia”, conta.

Uma nova alternativa surgiu após exames recentes: a imunoterapia com o medicamento Cemiplimabe. Segundo a família, o método tem proporcionado melhor qualidade de vida durante as aplicações.

“Ela está se sentindo bem, pois a imunoterapia não dá reação forte igual da quimioterapia”, afirma a filha, Ianca Magalhães.

Custo elevado

Apesar da esperança, o custo é elevado. Cada dose custa R$ 52.845,75 e deve ser aplicada a cada 21 dias, podendo se estender por até dois anos. Sem condições de arcar com os valores, a família iniciou uma campanha solidária com meta inicial de R$ 211.383,00, equivalente a quatro doses. Até o momento, cerca de R$ 12 mil foram arrecadados.

Mesmo com dificuldades, Marilene já iniciou o tratamento por meio de financiamento e se prepara para a terceira aplicação, realizada em São Paulo, para onde a família viaja de carro a cada ciclo.

Enquanto isso, a família também aguarda uma decisão judicial para que o tratamento seja custeado pelo poder público. O primeiro pedido, no entanto, foi negado.

“O mais difícil é pagar tantos impostos a vida toda e agora que preciso de ajuda na saúde estou com essa situação, e ainda ouvir de um juiz que meu tratamento é desperdício de dinheiro público”, desabafa Marilene.

Para a filha, o processo tem sido emocionalmente desgastante.

“O mais difícil é ver minha mãe sendo testada todos os dias, pelo câncer, pela dor e pelo sistema. É ver ela tremer de medo ao descobrir que o tratamento que pode salvar a vida dela custa um valor impossível”, relata.

“É acompanhar cada sequela e dor dos tratamentos e exames, cada fio de cabelo caindo quando escovava os cabelos dela… e, mesmo assim, ainda ter que ouvir que investir na vida dela com o nosso dinheiro arrecadado de tanto imposto ‘não vale a pena’. Isso destrói qualquer pessoa por dentro”, completa.

Apesar dos desafios, Marilene mantém a esperança como motivação. “Eu encaro o tratamento como a minha esperança de conhecer meus netos”, afirma.

A expectativa da família é que a imunoterapia traga resultados positivos.

“A gente espera a cura. Porque não é só sobre um tratamento, é sobre a vida dela continuar. É sobre minha mãe estar viva pra me ver de noiva, pra segurar os netos no colo, pra finalmente viver os sonhos que ela e meu pai sempre deixaram pra depois”, diz Ianca. “A imunoterapia é a chance dela não ser arrancada da nossa vida antes da hora”, completa.

Neste momento, além da arrecadação, a família aguarda uma nova decisão judicial. “No momento, nossa esperança é a justiça dar parecer favorável para recebermos o tratamento pago pelo governo. E ele trazer a cura”, diz a filha.

Como ajudar

A campanha teve início nas redes sociais na noite da última terça-feira, após a negativa inicial da Justiça. Até então, os custos estavam sendo pagos pela própria família.

Quem quiser contribuir ou compartilhar a iniciativa pode acessar o link:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-marilene-no-seu-tratamento

“Qualquer ajuda faz muita diferença. Se você não puder contribuir, compartilhar já nos ajuda muito. Muito obrigada, de coração”, finaliza Marilene.

Mais informações pelo WhatsApp: (47) 9 8909-7772.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.