A deputada federal Carol De Toni (PL), pré-candidata ao Senado, perdeu uma grande oportunidade de evitar polêmica. Em entrevista recente, tentou, ao seu jeito, elogiar o senador Esperidião Amin (PP), seu concorrente a uma das vagas à Câmara Alta, dizendo que ele poderia abrir mão da pré-candidatura para ser, “quem sabe, um futuro ministro no governo Flávio Bolsonaro (PL)”. Para ela, Amin é “um homem muito inteligente e de grande experiência, que ajudaria o país sendo ministro”. A sugestão, obviamente, não foi aceita pelo ex-governador, que a classificou de “ofensa debochada”. Para ele, De Toni feriu um princípio básico: “Fazer uma sugestão que você não aceitaria não é honesto.” Ao propor tamanho disparate, a deputada mostra soberba. Pelo jeito, já se considera vitoriosa no pleito de outubro e enxerga com antecedência Flávio Bolsonaro sentado no Palácio do Planalto. Mais: ela está montando o ministério. A parlamentar de segundo mandato precisa tomar cuidado com o salto alto.
Pesquisa
Pesquisa Nexus/BTG Pactual à presidência mostra empate técnico de Lula (PT) com Flávio Bolsonaro (46% a 45%), Zema e Caiado (45% a 41%, em ambos os cenários) num eventual segundo turno. Mas na espontânea em primeiro turno – sem os nomes dos candidatos – Lula leva vantagem sobre Flávio (33% a 26%). Zema (Novo) tem só 2%; e Caiado (PSD), 1%.
Consulta
Circula nos bastidores a informação de que o MDB realizaria nova consulta prévia junto aos filiados sobre apoio ao governo do estado. A sigla chegou a iniciar pesquisa interna, que confirmava apoio a João Rodrigues, mas abortou o processo quando foi anunciada a aliança com o PSD e a Federação União Progressista. A ideia é chegar à convenção estadual com a posição fechada.
Apoio
O pré-candidato ao governo do estado pelo chamado Campo Democrático, marcou presença no final de semana em dois eventos de peso do Partido dos Trabalhadores. No sábado, esteve em Chapecó no lançamento da pré-candidatura à reeleição da deputada Luciane Carminatti. Domingo, estava em Brasília participando do 8º Congresso Nacional do PT.
Revisão

Foto Daniel Conzi/Agência AL
O presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD), em entrevista à Rádio Eldorado, fez duras críticas ao modelo político nacional. “Os poderes em Brasília estão realmente apodrecidos. É preciso haver uma reformulação, é preciso que se mude, para melhorar o Brasil”. Julio Garcia já chegou a propor, recentemente, a criação de uma revisão geral na Constituição.