Jaraguá do Sul sediará, no dia 27 de abril (segunda-feira), na Scar, o Seminário Regional de Fibromialgia. O evento gratuito está sendo trazido ao município pelo vereador Fernando Alflen (PL) e vai reunir especialistas, pacientes e autoridades para discutir direitos, atendimento e políticas públicas.
A programação começa às 7h30, com credenciamento, e segue com a abertura às 8h30. Às 10h, será realizada a palestra “Direito da Pessoa com Fibromialgia”, com Indyanara Araujo Baptista. Às 11h, o tema será “Cannabis Medicinal na Fibromialgia: Evidências Clínicas e Perspectivas para a Saúde Pública em Santa Catarina”, com Flávia Carine Rigo. O intervalo para almoço está previsto para 12h.
No período da tarde, o recredenciamento ocorre às 13h30. Às 14h, a palestra será sobre “Tratamento multidisciplinar e integrado para pessoas com fibromialgia”, com Kálita Silveira Nunes. Às 15h, haverá mesa-redonda sobre políticas públicas para as pessoas com fibromialgia e acesso pelo SUS, com mediação do deputado estadual Mauricio Peixer. O encerramento está marcado para 17h.
Ao defender a realização do seminário, o vereador Fernando Alflen observou que, embora o município conte com uma base estruturada de profissionais, ainda há ajustes no atendimento multidisciplinar voltado às pessoas com fibromialgia. “É preciso avançar nessa integração entre as áreas, na capacitação desses profissionais e também na organização desse atendimento para as pessoas que necessitam desse auxílio”, pontuou.
O vereador também ressaltou que o tema precisa deixar de ser invisível. “É importante o seminário para que a gente possa enfrentar essa invisibilidade em nossa cidade”, destacou. Alflen ainda lembrou a Lei nº 10.101, de 2026, que instituiu o Programa de Atendimento Multidisciplinar para Pessoas com Fibromialgia em Jaraguá do Sul.
Já o deputado estadual Mauricio Peixer frisou que a legislação ajudou a ampliar a orientação sobre os direitos das pessoas com fibromialgia. “Nós começamos a orientar, informar pessoas que têm fibromialgia sobre os seus direitos”, afirmou.
Peixer também chamou atenção para a dificuldade enfrentada no dia a dia por quem convive com a condição. “A principal dificuldade que é enfrentada por essas pessoas é justamente o entendimento das pessoas. Porque elas aparentemente não têm nada, mas têm uma dor muito grande”, relatou, ao defender o avanço de políticas públicas e do atendimento pelo SUS.
A presidente da Ajafi (Associação Jaraguaense dos Fibromiálgicos), Dayana Pedrotti Bastos, reforçou que a principal reivindicação da associação “é o reconhecimento efetivo da fibromialgia como uma condição que exige cuidado contínuo e políticas públicas específicas”.
Dayana também destacou a importância do seminário para ampliar a informação e combater o preconceito. “Acreditamos que a informação transforma realidades. Apoiar esse seminário é uma forma de dar visibilidade à fibromialgia, combater o preconceito e promover conhecimento”, concluiu.