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Agora é Lei: imunoterapia no SUS amplia acesso ao tratamento contra o câncer no Brasil

Foto: Gov.br

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

18/04/2026 - 07:04

A imunoterapia no SUS agora é realidade. O governo federal sancionou a Lei nº 15.379/2026, que inclui oficialmente a imunoterapia nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do câncer no Sistema Único de Saúde. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 7 de abril e já está em vigor.

A mudança representa um avanço importante para pacientes oncológicos que dependem exclusivamente da rede pública e não têm condições de arcar com tratamentos de alto custo na iniciativa privada.

O que muda com a nova lei da imunoterapia no SUS?

Com a nova legislação, o SUS deverá considerar a imunoterapia sempre que ela se mostrar mais eficaz ou mais segurado que os tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia. Antes, o acesso a esse tipo de terapia era mais restrito e dependia de processos específicos de incorporação.

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Na prática, a lei fortalece o uso de terapias inovadoras dentro da saúde pública brasileira e amplia as possibilidades de cuidado para milhares de pacientes.

O que é imunoterapia?

A imunoterapia é um tratamento que estimula o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater células cancerígenas. Diferentemente da quimioterapia, que ataca células doentes e saudáveis, a imunoterapia age de forma mais direcionada.

Entre os principais benefícios apontados por especialistas estão:

  • Menor incidência de efeitos colaterais em alguns casos
  • Tratamento mais personalizado
  • Melhores respostas em determinados tipos de câncer
  • Aumento da sobrevida e da qualidade de vida de pacientes

Quais tipos de câncer podem ser tratados com imunoterapia no SUS?

A imunoterapia já apresenta resultados positivos em diversos tumores e poderá beneficiar pacientes com doenças como:

  • Melanoma
  • Câncer de pulmão
  • Câncer de rim
  • Câncer de bexiga
  • Câncer de mama
  • Linfoma de Hodgkin

A indicação dependerá da avaliação médica e dos protocolos definidos pelo sistema público de saúde.

Impacto para a saúde pública

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Diante desse cenário, ampliar o acesso a tratamentos modernos é considerado estratégico para o enfrentamento da doença no país.

Além de oferecer novas alternativas terapêuticas, a medida também pode reduzir desigualdades no acesso à saúde, já que muitos pacientes dependiam de ações judiciais ou recursos próprios para buscar medicamentos de última geração.

Esperança para pacientes

Para quem enfrenta o câncer, a aprovação da lei traz uma mensagem clara: mais chances de tratamento e mais acesso à inovação. A entrada da imunoterapia no SUS reforça a importância de investir em tecnologia, prevenção e cuidado humanizado dentro da saúde pública brasileira.

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Isabelle Stringari Ribeiro

Jornalista de entretenimento e cotidiano, formada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB).