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Verdade e aparências

Por: Luiz Carlos Prates

16/04/2026 - 07:04

Quem vê cara não vê coração? É fato, não somos o que parecemos para os outros, não pelo menos no mais das vezes. Todos somos atores e atrizes no palco da vida, gostamos de “enganar” a plateia. E hoje com os “palcos” das redes sociais, enganar os outros ficou muito fácil, e antes de tudo por uma simples razão: a maioria não vê mais que um palmo adiante do nariz. Não vê por várias razões e a primeira delas é por serem pessoas avessas à leitura, jornal, por exemplo, é para poucos, para os atilados, para os que não querem entrar na procissão dos incautos e ir adiante pregando tolices. Acabei de ler uma publicação da DataFolha que me fez coçar o queixo. Manchete: – “Maioria se diz insegura, desanimada, com medo do futuro e triste”. Maioria de onde? Ora, do Brasil. Não creio que as pessoas pesquisadas tenham mentido. Agora, a pergunta: as pessoas vivem inseguras do quê? Vivem desanimadas por quê? Vivem com medo do futuro por que razão? E tristes? Todos esses problemas são pessoais, mas na multiplicação dos pessoais temos o social, a reunião de todos numa vivência coletiva. Há vários tipos de insegurança, a mais comum é a insegurança nas ruas. Essa insegurança pode perfeitamente ser enfrentada e vencida, há muitos meios para isso. Desânimo, que é outra vivência apurada na pesquisa DataFolha, é questão absolutamente pessoal. Eu desanimo diante das minhas fraquezas, covardias, vida vazia, sem propósito nem amigos. Desânimo resulta de uma pusilanimidade muito pessoal, não deve ser jogada às costas de alguém senão da própria pessoa desanimada. Outra coisa, medo do futuro? O futuro não existe, só existe o momento presente, o único momento que pode nos mudar os rumos eventuais do futuro. Medo do futuro é uma projeção vaga dos nossos medos e inseguranças de hoje para um amanhã inexistente. E a tristeza? A tristeza costumeiramente vem de uma perda, e muitas vezes a tristeza é confundida com desânimo. Resumindo a ópera, todas as nossas vivências emocionais ou vêm de nossas inseguranças habituais diante da vida ou vêm do acolhimento que fazemos aos medos alheios e, sem pensar, acreditando em tudo o que os outros veem ou vivem. Tudo depende só de nós, e sabendo disso, vestimos as “aparências” para enganar os outros, mas jamais a nós mesmos.

JESUS

Vi as imagens e o “acidente”. Não me sobrou outro desabafo senão esse, dizer Jesus… Imagens de uma jovem numa academia de ginástica, em São Paulo. Ela levantava 180 quilos de ferros quando os ferros caíram sobre ela. Pernas quebradas em vários lugares. Um horror. Mas por que essa “órfã” estava fazendo o que fazia? Por saúde ou para ficar bonita? Essa é a estupidez maior nas “academias”, pessoas desatentas buscando ficar esbeltas, “desejáveis”. Ler livros embelezam a cabeça, e essa é uma beleza eterna, hein, que tal?

AMIGOS

Todo sujeito que bate em mulher é um frouxo, um covarde, um prevalecido da força física, macho ele não é, nunca foi e nunca será. Tenho aconselhado minhas amigas a deixar bem claro, logo ao início de um namoro, que elas têm dois ou três amigos que podem fazer por elas qualquer “serviço” quando necessário. Os covardes sabem bem desse tipo de “serviço”.

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FALTA DIZER

Ordinários quando perdem uma eleição costumam duvidar ou acusar as urnas eletrônicas de fraudes… Safados. E este ano, vão fazer outra vez a acusação às urnas eletrônicas? Que o façam agora, não depois da pancada. Ordinários. Conhecidos e fichados…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.