Santa Catarina inicia 2026 com um resultado que chama a atenção do país e impõe uma reflexão necessária sobre segurança pública. Em um cenário nacional ainda marcado por desafios no enfrentamento da violência urbana, o Estado registra uma queda histórica nos homicídios e consolida um modelo que combina estratégia, integração e prevenção.
Os números falam por si. Em março, 264 dos 295 municípios catarinenses não tiveram nenhum registro de homicídio. Ao todo, foram 40 casos no mês, o melhor resultado em quase duas décadas. O desempenho reforça uma tendência iniciada já em janeiro e fevereiro, que também apresentaram os menores índices desde o início da série histórica, em 2008.
Mais do que um dado pontual, o resultado indica uma mudança consistente na forma de enfrentar a criminalidade. A redução da taxa para 1,5 homicídio por 100 mil habitantes evidencia um controle mais estável dos indicadores, superando oscilações observadas nos últimos anos. O chamado “efeito sanfona”, marcado por avanços e retrocessos, dá lugar a uma curva mais previsível e sustentada.
Esse avanço não ocorre por acaso. A aposta em inteligência e na integração entre as forças de segurança tem permitido antecipar movimentos do crime, agir preventivamente e responder com maior agilidade. A circulação estratégica de informações entre os órgãos públicos demonstra que o enfrentamento da violência vai além da reação: exige coordenação, planejamento e atuação conjunta.
O caso catarinense mostra que resultados concretos são possíveis quando há alinhamento institucional e foco em estratégias eficazes. Mais do que comemorar os números, é fundamental garantir a continuidade dessas políticas e transformá-las em referência nacional. Afinal, segurança pública não se mede apenas por estatísticas, mas pela capacidade de preservar vidas e fortalecer a confiança da sociedade.