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O racha no PL

Fotos: Agência Senado e Agência Câmara

Por: Ewaldo Willerding Neto

11/04/2026 - 07:04

A troca de ofensas num grupo de WhatsApp da oposição, entre o senador por Santa Catarina, Jorge Seif, e o deputado federal mineiro, Nikolas Ferreira, vazou e expôs, publicamente, o racha no PL. O embate revelou uma disputa de egos para mostrar quem foi mais eficiente na articulação que resultou na colocação em pauta da análise do veto ao projeto da dosimetria. Seif defendeu que a inclusão só foi possível a partir de conversas de bastidores. “Não só colhi as assinaturas como convenci 32 senadores, um a um, até esquerdistas e do centrão”, disse. A declaração foi interpretada por Nikolas como uma crítica à mobilização feita por ele nas redes sociais. “Tem que ser muito vagabundo pra vir desmerecer o trabalho das pessoas”, escreveu. Em resposta, Seif provocou: “Nikolas, nunca te desrespeitei. Mas homem que é homem chama o outro de vagabundo olho no olho. Te aguardo. Pode vir”. O deputado retrucou: “Estou me lixando para quem é o responsável por pautar a dosimetria. O mais bizarro é ver, além do mau caratismo dessa frase, querer provar que foi o único responsável”. Um nível rasteiro e ridículo.

Na mira

Em Santa Catarina, a deputada estadual Ana Campagnolo já sentiu a força bolsonarista dentro do PL. Ao se posicionar contra a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado, foi bombardeada por todos os lados, inclusive pelo senador Jorge Seif que, da tribuna do Senado Federal, a chamou de “professorazinha”. A ala radical pega pesado.

Retroativo

A CCJ da Câmara aprovou projeto de lei que impede a cobrança retroativa de tributos em casos já decididos pela Justiça com trânsito em julgado. De autoria do deputado federal Gilson Marques (Novo) e com relatoria da deputada federal Júlia Zanatta (PL), a proposta seguirá diretamente para o Senado, exceto se houver recurso para votação no plenário da Câmara.

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Farra do Boi

Pela primeira vez, nenhuma ocorrência de farra do boi foi registrada na Quaresma, conforme dados da PMSC. Quem comemora é o deputado estadual Marcius Machado (PL), autor da lei que prevê multa de até R$ 20 mil para quem organizar ou divulgar a prática e de R$ 10 mil para participantes, além de punições para quem transporta animais ou cede espaço para realização.

Orelha

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Passado o furacão nas redes sociais e depois de novos pedidos de investigação no caso Orelha, até o momento o MPSC não encontrou elementos suficientes para pedir a responsabilização jurídica de envolvidos. Fontes próximas ao Ministério Público revelam que, se nenhuma prova robusta aparecer, a tendência é pelo arquivamento do processo.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.