Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Jorge Seif e Nikolas Ferreira trocam ofensas e expõem racha no PL

Fotos: Agência Senado e Agência Câmara

Por: OCPNews Brasilia

10/04/2026 - 13:04 - Atualizada em: 10/04/2026 - 13:34

Uma troca de acusações e ofensas num grupo de WhatsApp expôs de vez o racha no PL. O senador Jorge Seif (PL-SC) respondeu às críticas feitas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e elevou o tom do embate entre os dois parlamentares sobre a articulação que resultou na convocação de sessão do Congresso Nacional para analisar o veto ao projeto da dosimetria. Na mensagem, Seif cobrou que o colega repita as ofensas “olho no olho”.

“Nikolas, nunca te desrespeitei. Nunca te ofendi. Nunca. Mas homem que é homem chama o outro de vagabundo olho no olho. Não é no grupão. Te aguardo. Pode vir”, escreveu o senador.

Na sequência, Seif voltou a defender que a inclusão da análise do veto na pauta do Congresso só foi possível a partir de articulação política nos bastidores do Senado, baseada em acordo para votação com pauta única por parte da oposição.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Segundo ele, além de apresentar requerimentos, houve atuação direta na construção de apoio entre parlamentares. “Não só colhi as assinaturas como convenci 32 senadores, um a um, até esquerdistas e centrão”, disse.

O senador também reagiu às críticas de Nikolas sobre tentativa de protagonismo e negou agir por vaidade. “Não desmereça meu trabalho. Foi certeiro, conciso e funcional. Aqui, todos sabem que egolatria e vaidade abundam de sua parte. Não da minha. Sou low profile. Tenho 1/2 dúzia de seguidores. Mas sequestrar meus esforços não vou permitir tampouco aceitar. A verdade dos fatos está te incomodando”, escreveu.

Seif ainda sugeriu que o deputado questione o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre o que teria motivado a inclusão da matéria na pauta. “Pergunte ao Davi o que o demoveu. Se seus vídeos ou meu acordo com ele em concordância com a oposição do Senado. Reitero cada palavra minha do Twitter. A verdade dói, eu sei, mas tem que ser dita”, afirmou.

Ao final da mensagem, o senador reiterou o desafio ao parlamentar mineiro: “Te aguardo pra me chamar de vagabundo frente a frente”.

Anteriormente, Nikolas havia criticado e xingado o senador Jorge Seif por divergências sobre a articulação que levou à convocação da sessão do Congresso Nacional. Nikolas chegou a chamar o colega de “vagabundo”.

A reação ocorreu depois de Seif publicar, na rede social X (antigo Twitter), que preferia a articulação política nos bastidores do que a pressão exercida nas redes sociais. No texto, o senador afirmou que a mobilização virtual “é ótima para like e monetização”, mas “não é efetiva”.

Na mesma publicação, Seif citou exemplos para sustentar o argumento, mencionando que, caso a pressão digital fosse suficiente, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes “não era mais ministro”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “estaria solto” e o ministro Flávio Dino “teria sido reprovado”. Para o senador, “política que funciona ainda é no bastidor, no diálogo e no compromisso”.

“Pressão de internet é ótima pra like e monetização. Mas não é efetiva. Se funcionasse, Moraes não era mais ministro, Bolsonaro estaria solto, Flávio Dino teria sido reprovado e teríamos anistia hoje. Política que funciona ainda é no bastidor, no dialogo e no compromisso”, pontuou.

A declaração foi interpretada por Nikolas como uma crítica indireta à mobilização promovida por parlamentares e apoiadores nas redes sociais, especialmente em relação aos familiares dos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Em resposta, o deputado mineiro acusou Seif de desmerecer o esforço coletivo.

“Tem que ser muito vagabundo pra vir desmerecer o trabalho das pessoas. Por que na hora de colar na caminhada amou, né? Daí o like não tem problema nenhum”, escreveu Nikolas, em referência à caminhada de seis dias em que bolsonaristas percorreram cerca de 240 quilômetros a pé, desde Paracatu (MG), no Noroeste do estado, até Brasília, em janeiro deste ano.

Na sequência, Nikolas minimizou a disputa por protagonismo na articulação que levou à inclusão da matéria na pauta, mas criticou o que classificou como tentativa de atribuição individual de mérito por parte do senador.

“Estou me lixando para quem é o responsável por pautar a dosimetria. O importante é que foi pautado. O mais bizarro é ver, além do mau caratismo dessa frase, querer provar que foi o único responsável por isso”, afirmou.

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp