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Adeus à quimioterapia? SUS passa a oferecer tratamento inovador contra o câncer

Foto: Gov.br

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

12/04/2026 - 07:04

O tratamento contra o câncer no Brasil ganhou um avanço significativo em 2026 com a incorporação do pembrolizumabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). A imunoterapia, que já era utilizada na rede privada, passa agora a ampliar as possibilidades de atendimento na rede pública, beneficiando pacientes com diferentes tipos de tumor, incluindo, em alguns casos, o câncer de mama. A mudança é resultado de um acordo firmado em março entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD, que também prevê a produção do medicamento no país — um fator estratégico para facilitar o acesso e reduzir custos ao longo do tempo.

O pembrolizumabe representa uma nova abordagem no tratamento oncológico. Diferente da quimioterapia tradicional, que atua diretamente na destruição de células cancerígenas e também afeta células saudáveis, a imunoterapia age estimulando o próprio sistema imunológico do paciente. O medicamento bloqueia mecanismos utilizados pelo câncer para escapar da defesa do organismo, permitindo que as células de proteção reconheçam e combatam o tumor de forma mais eficiente. Esse tipo de tratamento também costuma apresentar menos efeitos colaterais clássicos, como a queda de cabelo, embora seu uso dependa de indicação médica e critérios clínicos específicos.

A aplicação do pembrolizumabe varia conforme o tipo e o estágio da doença. Em alguns casos, como o melanoma, os resultados já são mais consistentes, com estudos indicando aumento na sobrevida dos pacientes. Em outros tipos de câncer, incluindo o de mama, a resposta ao tratamento pode variar de acordo com características do tumor e histórico clínico. Por isso, especialistas reforçam que a imunoterapia não substitui completamente outras formas de tratamento, como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, mas funciona como uma alternativa complementar que amplia as estratégias disponíveis.

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Outro ponto de destaque é o impacto econômico e social da medida. Atualmente, na rede privada, o custo do tratamento com pembrolizumabe pode chegar a cerca de R$ 27 mil por sessão, o que limita o acesso de grande parte da população. Com a oferta pelo SUS e a produção nacional prevista no acordo, a expectativa é democratizar o acesso ao medicamento e reduzir a dependência de importações. A distribuição, no entanto, será gradual e seguirá protocolos clínicos definidos pelo Ministério da Saúde, garantindo que o uso seja feito de forma segura e adequada.

A chegada do pembrolizumabe ao SUS marca um passo importante na modernização do tratamento contra o câncer no Brasil, trazendo mais acesso, inovação e esperança para milhares de pacientes que dependem da rede pública de saúde.

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Isabelle Stringari Ribeiro

Jornalista de entretenimento e cotidiano, formada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB).