A inadimplência das famílias catarinenses voltou a cair em março de 2026, marcando o quinto mês consecutivo de redução no indicador. O percentual de famílias com contas em atraso recuou de 28,1% em fevereiro para 26,8%, uma queda de 1,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Com o resultado, Santa Catarina mantém o nível de inadimplência abaixo da média nacional, que ficou em 29,6% no mesmo período. Apesar da melhora recente, o índice ainda está acima do registrado em março de 2025.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que a inadimplência deu um salto entre o primeiro e o segundo semestre do ano passado, atingindo um pico de 33,1% em outubro. Desde então, o indicador vem em queda, embora ainda permaneça acima dos patamares observados no fim de 2024 e no início de 2025.
“A queda da inadimplência é uma boa notícia. Ainda estamos acima da nossa média histórica, que é de aproximadamente 22%, mas o viés é de redução. Seguiremos acompanhando nos próximos meses. Uma queda mais acentuada da inadimplência pode impulsionar o consumo, contribuindo para o aquecimento da economia”, afirma Dagnoni.
Ao mesmo tempo, o nível de endividamento das famílias apresentou leve alta, passando de 72,8% para 73,5% em março. O dado indica maior utilização de crédito e compras parceladas, com compromissos financeiros projetados para os próximos meses.
Já o percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso permaneceu praticamente estável, passando de 10,4% para 10,3%.
Entre as principais modalidades de endividamento, o cartão de crédito segue liderando, presente em 86,3% das famílias catarinenses. Na sequência, aparecem os carnês (25,7%) e o crédito pessoal (17,4%).
Segundo a Fecomércio SC, o cenário aponta para uma melhora gradual da inadimplência, ao mesmo tempo em que o endividamento segue elevado, refletindo um ambiente de maior consumo financiado e exigindo atenção das famílias na gestão do orçamento.