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Mundo velho

Por: Luiz Carlos Prates

09/04/2026 - 07:04

Todos os dias eu ouço alguém dizer essa frase ou eu mesmo a digo. Qual é a frase? Mais ou menos, esta: – “O mundo enlouqueceu! As pessoas andam fora da casinha”! Mais ou menos isso ou por aí… E de onde vem essa frase, esse suspiro? Vem do que vemos, vem do que ficamos sabendo, porém… É preciso cuidado, bem que podemos fazer parte desse barco e nos achando, todavia, uns santos, santas. Quando fechamos a porta do banheiro, sabemos que não temos nada de santos ou santas. Sim, não vou esquecer, a pessoa que mais enganamos na vida somos nós mesmos, inventamos, inconscientemente, mentiras de todo tipo para justificar nossas ações delinquenciais ou teatrais na vida social. Fui longe e ainda não disse a quem venho. Acabo de ler uma frase de um sujeito muito interessante, Oscar Wilde, irlandês, (1854/1900) li muitos escritos dele. Wilde era ousado, andava na contramão das regras de conduta dos falsamente éticos de sua época. A frase do Wilde que nada tinha de novidade era “novidade” para muitos falsos moralistas da época dele. Wilde disse que – “Moderação é coisa fatal. Nada tem feito mais sucesso que o excesso”. Veja bem, ele disse exatamente o que vivemos hoje, momento de excessos. Ninguém sossega o facho para a moderação, que seria o convencional das boas condutas. Vivemos um momento nada novo, mas singularmente exagerado: excessos. Ninguém mais se contenta com poucos “aplausos”, meia dúzia de “seguidores”, não, nada disso. Tudo precisa ser em excesso, gostar e apreciar o “pouco” é bobagem, é para os nadas da vida… Muito perigoso esse barranco da moderação e do excesso. Ninguém precisa de excessos, em nada, nem em dinheiro. Precisamos do que precisamos, só e nada mais, todavia… Tudo ainda é pouco para os míopes da felicidade. Felicidade nunca significou fartura, excesso, sempre significou o essencial, o mínimo, o suficiente, enfim. Então, veja, Oscar Wilde falava de moderação e de excesso naqueles tempos, nos tempos do Velho Mundo para nós de hoje, mas… Nada mudou. Será mesmo que nada mudou? Claro que mudou, mudou par pior. Hoje os excessos são insuficientes para nós ou para a maioria. E correr atrás dos excessos é abandonar a moderação, essa mocinha bonita que nos eleva ou deveria elevar a um certo tipo de orgulho na vida, o orgulho da moderação.

ESTRANHO

Em 1969, veja bem, em 1969 quando ainda se comia banana com casca, os americanos “pousaram” na lua, mandaram fotos, ligações telefônicas na hora, tudo fácil e sem retoques, porém… Agora, leio que – “Nasa ainda não dispõe de um módulo para levar os astronautas à superfície lunar”. Notícia destes dias do The New York Times, não é de jornais chineses a manchete. Pousaram na lua em 1969 e não podem hoje? Treteiros de uma figa!

VIDA

Stênio Garcia, 93, foi um dos “Trapalhões” na tevê, fez teatro, cinema, de tudo um pouco, mas… Está agora chorando pitangas, dizendo que não tem nada senão a aposentadoria, uma merreca. Enfatiza que não se preparou para este momento e está judicialmente disputando um apartamento com as filhas. Vivo falando disso. Precisamos pensar no amanhã, poupar, fazer amigos, investir seguramente e não acreditar na sorte. Chorar pelo leite derramado é inútil.

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FALTA DIZER

Repito a notícia e a aplaudo enfaticamente: – “Itália e Portugal aumentam as dificuldades para brasileiros terem dupla cidadania”. Você já viu alguém ter duas mães? Como é que alguém pode ter “nascido” em dois países diferentes? Hein, políticos, hein, fujões, hein, treteiros?

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.