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Caminhos da vida

Por: Luiz Carlos Prates

08/04/2026 - 07:04

Tudo o que somos é resultado de uma construção que nunca acaba. Não deve acabar. Quem se olha no espelho e se vê pronto, nada mais tendo para avançar, tentar ou melhorar, já era… É uma pessoa morta-viva. Nunca devemos nos achar os tais, não ter nada mais a melhorar. Quem pensa assim é um bichinho humano a merecer pena. Eu gostaria muito, muito mesmo, que os olhos que agora aqui estão a correr por estas linhas fossem olhos de alguém com 18 anos ou menos até… Mas isso é tão raro quanto o sol à meia-noite. Um jovem que não lê, uma pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê. Eva já dizia isso a Adão no paraíso. E Adão nem aí… E por que eu gostaria que um jovem estivesse agora me “ouvindo” aqui? Porque essa pessoa, ela ou ele, já é um baita “adultão”, não tem como se defender dizendo que ainda é jovem, quase uma criança. História da carochinha e no mundo de hoje isso não cola mais. Vamos lá. O cara com 18 anos é obrigado a votar. E vai votar a partir de que critérios? Vai seguir o pai, vai seguir as “imposições” do pai que de pai só tem a assinatura em cartório? Ou vai seguir o avô? Vai votar a partir de que alicerces morais do candidato? Vai votar no escuro? Vai simplesmente apertar botões na urna eleitoral? O que vejo por aqui e pelo mundo, pelas leituras, é que os jovens andam rastejando na vida. Muitos têm até boas notas na escola, mas isso nada significa para a vida futura e para os valores morais. Memorizar lições qualquer um pode, basta querer. Mas e a bússola eleitoral, de onde vai vir? Quase sempre costuma vir da pressão dos pais, dos pais homens. Homens? O verdadeiro pai nunca fala de “esquerda” ou “direita” para os filhos, fala sempre, e dando exemplos, é claro, que o correto é a linha reta na vida, sem vieses laterais. Quem faz isso? Sim, há pais que fazem isso, dão liberdade e dando, ao mesmo tempo, as melhores oportunidades para que os filhos cresçam fortes e criteriosos. A leitora, o leitor, tem razão: sonhar faz bem. Acordei!

MUDANÇAS

A sociedade precisa de muitas mudanças. Uma dessas mudanças é acabar com nomes de pessoas em ruas. O sujeito pintou e bordou, mas enganou a torcida, morre e vira nome de rua? Ademais, pago um cafezinho à leitora se ela me disser agora, sem piscar, dois nomes de mulher em nomes de ruas aqui na cidade. Acabar com a discriminação e com a bajulação de nomear ruas com nomes, não raro, altamente dúbios. Conhecer intimidades faz bem… Evita equívocos.

ELAS

Estar informado é uma espécie de “veneno”, mas… Precisamos, e muito, desse “veneno”. Acabo de “engolir” outra vez o “veneno” da moda, ouça. Li na Folha SP uma coluna com esta manchete: – “A loucura dos homens diante da libertação das mulheres”. E a tal “loucura” vem do reconhecimento de que sem uma mulher por perto os homens viram “nadas”. É um “veneno” essa verdade? É e não é, depende do ponto de vista e do homem.

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FALTA DIZER

Fim da picada… Num programa na GNT, um tal de Porchat entrevistava um sujeito que passou por uma cirurgia no pênis e… Ao tratarem do assunto, o microfone era sacudido como se fosse um pênis. Credo, que asco. Mas hoje é assim, o despudor faz parte da desesperada busca de audiência. Off.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.