O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) mandou a defesa de Jair Bolsonaro esclarecer as “qualificações profissionais” de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para ser cuidador do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar.
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O pedido de esclarecimento ocorre após os advogados do ex-presidente pedirem que o nome de Carlos Eduardo fosse incluído no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília, sem necessidade de autorização prévia do tribunal a cada visita.
“A defesa apresentou o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres, sem qualquer indicação de sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o como irmão de criação da esposa do réu (filho de sua madrasta) e “pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos”, disse o ministro.
Bolsonaro teve a prisão domiciliar concedida por Moraes pelo período de 90 dias ao fim do mês passado, após uma internação e um diagnóstico de broncopneumonia bilateral.
Na decisão, Moraes restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa: a esposa Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino.
A defesa de Bolsonaro alega que Michelle, Laura e Letícia têm compromissos profissionais e escolares que impedem a permanência integral ao lado do ex-presidente, e que Carlos Eduardo já atuou como acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões e tem a confiança da família para a função.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado.