Catarinenses que participaram da final mundial do ActInSpace, em Bordeaux (França), conquistaram o prêmio de Defesa e Espaço da Airbus. O sucesso da solução de Santa Catarina é resultado direto de um processo de aceleração técnica conduzido pelo Instituto Senai de Sistemas Embarcados, que refinou o modelo de negócios e a viabilidade técnica da proposta, posicionando a indústria catarinense como um player capaz de responder a desafios globais complexos.
Como premiação, a equipe formada por acadêmicos do programa de Residência em IA, do UniSenai, terá acesso direto ao ecossistema de inovação da Airbus em Toulouse, incluindo mentorias personalizadas e o uso de dados de satélite de observação da Terra para o desenvolvimento da solução.
A jornada começou em janeiro de 2026, quando o Instituto Senai sediou a etapa nacional do ActInSpace em Florianópolis, consolidando seu papel de catalisador de talentos para o New Space — a nova economia espacial, focada em soluções comerciais, nanossatélites e alta tecnologia a custos acessíveis.

Catarina A-2 está pronto para lançamento e integra constelação de satélites que está em desenvolvimento em projeto liderado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) | Foto: Nathalia Barros
A conquista é um marco estratégico para o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados, referência nacional no fomento ao setor aeroespacial. O Instituto atuou na preparação internacional da equipe. Os estudantes receberam suporte técnico especializado e mentoria estratégica.
“Temos trabalhado intensamente para consolidar Santa Catarina como um polo de referência no New Space. A participação nesta final mundial e o reconhecimento da Airbus validam nossa estratégia de integrar indústria, academia e parcerias globais para colocar o Brasil na vanguarda da economia espacial”, destaca Paulo Violada, pesquisador-chefe do Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados .
O Senai tem liderado projetos como o desenvolvimento de sistemas para nanossatélites e a recente iniciativa de criação de um cluster aeroespacial em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology). Violada lembra que essa atuação sistêmica garante que o estado esteja na rota das grandes corporações globais, transformando pesquisas acadêmicas em soluções para o mercado.
Fonte: Fiesc