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Gaeco  investiga esquema de corrupção na saúde e em empresa funerária em cidade de SC

Foto: Divulgação/MPSC

Por: Ewaldo Willerding Neto

01/04/2026 - 08:04 - Atualizada em: 01/04/2026 - 08:37

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (01/04), a Operação Thánatos. A ação é resultado de investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, com atribuição na área da moralidade administrativa, que apura a existência de um possível esquema estruturado de pagamento de propina a servidores públicos da saúde para favorecer uma empresa funerária na captação de serviços junto a familiares de pessoas falecidas.

Com base nos indícios apresentados pelo Ministério Público, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages deferiu nove mandados de busca e apreensão em diversos endereços de investigados, medida essencial para compreender a dinâmica e a extensão do esquema ilícito. Durante o cumprimento, R$ 80 mil em espécie foram localizados e apreendidos.

Conforme elementos reunidos, transferências bancárias compatíveis com o padrão de propina teriam sido pagas a diversos servidores, indicando suspeitas de corrupção ativa e passiva. As investigações apontam também comunicações frequentes entre funcionários da funerária e agentes públicos que tinham acesso direto às informações sobre óbitos.

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A operação foi deflagrada para apurar indícios do repasse de informações privilegiadas sobre óbitos ocorridos em ocorrências atendidas pelo SAMU, no Hospital Tereza Ramos, na UPA, e em residências, possibilitando que representantes da funerária chegassem antes aos familiares, violando o sistema de rodízio municipal.

As diligências buscam obter documentos, mídias, equipamentos e outros materiais que possam comprovar pagamentos, repasses de informações e a participação de eventuais novos envolvidos.

Os elementos de relevância investigativa apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames e emitirá os laudos periciais. Essas evidências serão analisadas pelo Gaeco para dar prosseguimento as diligências investigativas, identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração de eventual rede criminosa.

A investigação tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.

Inspirada em Thánatos, figura da mitologia grega associada ao fim inevitável (morte), a denominação simboliza o encerramento de práticas ilícitas, a ruptura de esquemas criminosos e a responsabilização penal dos envolvidos, reafirmando o compromisso institucional com a legalidade, a moralidade administrativa e a proteção da sociedade.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.