Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Pressão política cresce diante da escalada do feminicídio no país

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Divulgação

Por: Áurea Arendartchuk

01/04/2026 - 06:04 - Atualizada em: 31/03/2026 - 20:41

O avanço dos casos de feminicídio no Brasil reacendeu o debate político em Brasília e levou a Câmara dos Deputados a pautar o tema para discussão em plenário na próxima semana. Parlamentares e especialistas devem analisar não apenas os avanços legislativos, mas principalmente as falhas estruturais que ainda impedem um enfrentamento efetivo da violência contra a mulher.

A iniciativa parte da deputada Delegada Katarina (PSD-SE), que propôs a criação de uma comissão externa com foco em investigar causas, falhas institucionais e propor medidas concretas. A articulação política já envolve a presidência da Câmara indica que o tema deve ganhar prioridade na agenda legislativa.

O discurso da parlamentar reforça que, apesar da tipificação do feminicídio representar um marco legal, a realidade demonstra a insuficiência das políticas atuais. O aumento dos casos, inclusive com episódios recentes, expõe uma crise que pressiona o poder público por respostas mais rápidas, coordenadas e eficazes.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Os dados nacionais ampliam ainda mais o peso político do debate. Em 2025, o Brasil registrou quase sete mil vítimas entre casos consumados e tentativas, com crescimento expressivo em relação ao ano anterior. A subnotificação também entra na pauta, levantando questionamentos sobre a real dimensão do problema e a eficácia dos mecanismos de monitoramento.

Diante desse cenário, a criação da comissão externa surge como instrumento de ação política e institucional, com a missão de revisar políticas públicas, integrar órgãos e propor mudanças legislativas. O movimento sinaliza que o combate ao feminicídio deixou de ser apenas uma pauta social e se consolida como um dos principais desafios políticos e de segurança pública do país.

Microcrédito para empreendedores

Foi sancionada nesta semana, a lei de autoria do senador Esperidião Amin (PP), permite que parte dos recursos do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) seja utilizada além da atividade produtiva. Agora, até 20% do crédito poderá ser destinado à formação profissional, melhorias em moradia, compra de veículos utilitários e até despesas com saúde. A mudança traz mais flexibilidade ao acesso ao crédito e abre caminho para condições mais favoráveis aos microempreendedores. A proposta mantém o foco no desenvolvimento dos pequenos negócios, mas reconhece que o crescimento também depende de estrutura e qualidade de vida.

Guarda de pets

O Senado aprovou projeto de lei que permite a guarda compartilhada de animais de estimação em casos de separação de casais. O texto segue para sanção. A proposta reconhece o vínculo afetivo entre tutores e pets e insere o tema na pauta política nacional. Quando não houver acordo entre as partes, caberá à Justiça definir a divisão do tempo de convivência e das despesas. A medida amplia o debate sobre novos arranjos familiares e reforça o papel do Legislativo na adaptação das leis às mudanças sociais.

Desincompatibilização

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Áurea Arendartchuk

Jornalista com mais de 20 anos de experiência, atuei como repórter, colunista, editora e assessora de imprensa.