Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Com tecnologia inédita, SC analisa autenticidade do pescado; confira os resultados

Foto: Ricardo Trida / Secom

Por: Ewaldo Willerding Neto

31/03/2026 - 10:03 - Atualizada em: 31/03/2026 - 10:05

As primeiras análises de pescados realizadas pelo governo do estado para a Semana Santa apontam um cenário positivo para os consumidores. Das 21 amostras coletadas em diferentes cidades catarinenses, todas estão em conformidade — ou seja, as espécies identificadas correspondem corretamente às informações declaradas nos produtos, sem indícios de fraude.

Uma segunda etapa de análises está em andamento e os resultados serão divulgados assim que concluídos, ampliando o monitoramento do mercado neste período de maior consumo de pescado.

O trabalho conta com um importante avanço tecnológico. Pela primeira vez, o Estado passa a utilizar um equipamento de sequenciamento de DNA para identificação de espécies de pescado. Instalado no laboratório da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em Joinville, o aparelho recebeu investimento superior a R$ 700 mil e será operado por técnicos da própria companhia.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Para o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, o investimento fortalece toda a cadeia produtiva. “Com a tecnologia de identificação por DNA, passamos a ter ainda mais segurança e transparência na comercialização do pescado. Quem produz corretamente é valorizado, o consumidor ganha confiança e o Estado avança no controle de qualidade dos alimentos”, afirmou o secretário Tiago Frigo.

A tecnologia integra o projeto DNA do Pescado, que vai implantar um sistema inédito em Santa Catarina para identificação genética das espécies comercializadas. Com alto nível de precisão, o método permite verificar se o produto rotulado corresponde efetivamente ao que está sendo ofertado ao consumidor, garantindo mais transparência e segurança na compra.

“A operação DNA do pescado foi idealizada em parceria com diversos órgãos e secretarias, o que reforça o compromisso do Estado na qualidade do pescado por meio de análises genéticas e a operação que visa o combate a fraudes, garantindo ao consumidor catarinense o acesso a um produto confiável e de alto padrão”, disse a diretora do Procon de Santa Catarina, Michele Alves Rebelo.

A iniciativa é coordenada pela Cidasc, com apoio da Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ), e conta com a parceria do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC) e do Procon/SC. Enquanto o Imetro-SC e o Procon catarinense atuam na coleta de amostras no mercado, a Cidasc é responsável pela logística, capacitação das equipes e realização das análises laboratoriais.

Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, a tecnologia reforça o trabalho de fiscalização, especialmente em um estado com forte tradição no consumo de pescados. “Isso vai auxiliar nos serviços da Cidasc de fiscalização do pescado, porque a nossa região tem cultura de consumo e nossos visitantes também vêm muito para essa experiência gastronômica. Com esse material, especialmente agora na Páscoa, realizamos um trabalho integrado desde a produção até a comercialização, investigando a procedência dos produtos e coibindo práticas irregulares”, destacou.

Santa Catarina passa a ser a única defesa agropecuária do país a contar com essa tecnologia laboratorial voltada ao combate de fraudes em pescados, reforçando o compromisso com o respeito ao consumidor e com a qualidade dos produtos oferecidos, aspecto essencial também para o turismo gastronômico no estado.

“Esta operação atende a determinação do governador Jorginho Mello para os órgãos de Governo atuarem juntos em prol da segurança do catarinense. Os resultados positivos, com 100% de conformidade nas amostras analisadas até o momento, mostram que o Imetro de Santa Catarina e os demais parceiros estão no caminho certo”, destacou o presidente do Instituto de Metrologia de Santa Catarina, Alexandre Soratto.

Além da análise genética, o Imetro-SC mantém fiscalização contínua quanto ao peso dos produtos. No caso de pescados congelados, como peixes, camarão e bacalhau, há atenção especial ao glaciamento — a camada de gelo que envolve o alimento não pode ser incluída no peso líquido, sendo o excesso considerado irregular.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.