O governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) deve ser lançado como pré-candidato à Presidência da República na tarde desta segunda-feira (30) durante evento na sede do PSD em São Paulo. A imprensa foi convidada pela assessoria do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, para a entrevista com o presidenciável goiano após o possível anúncio.
Segundo apuração da Gazeta do Povo, o anúncio foi acertado entre Kassab e Caiado na semana passada, logo após a desistência do governador paranaense, Ratinho Junior (PSD-PR), que abriu mão da corrida presidencial para priorizar a disputa pela sucessão ao governo do Paraná nas eleições de outubro. O goiano irá para São Paulo na manhã desta segunda-feira.
Se confirmada a pré-candidatura, Caiado concorrerá pela segunda vez ao Palácio do Planalto. Em 1989, o então líder da União Democrática Ruralista (UDR) foi candidato na primeira eleição presidencial com voto direto após a redemocratização do país.
O acordo entre o cacique e o goiano teria provocado a reação do governador gaúcho, Eduardo Leite (PSD-RS), que subiu o tom na última semana ao se colocar como “único pré-candidato de centro” do partido. Na avaliação dele, Caiado representa uma pré-candidatura de direita por causa das posições e do histórico do goiano.
Caiado chegou ao PSD no final de fevereiro após a resistência da federação União Progressista em apoiá-lo como candidato à Presidência da República. Em abril do ano passado, Caiado se colocou como presidenciável oficialmente após o lançamento da pré-candidatura pelo União Brasil em Salvador (BA), onde recebeu apoio de parte das lideranças do União Brasil.
Com o anúncio da federação com o Progressistas, Caiado perdeu espaço no União Brasil e preferiu migrar para o PSD, formando ao lado de Leite e Ratinho Junior, o trio de governadores presidenciáveis de Gilberto Kassab.
Renuncia será nesta terça-feira
Caiado deixará o cargo de governador goiano durante um evento na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na tarde desta terça-feira (31). Na última semana, ele fez as últimas entregas de obras e manteve as agendas no estado, acompanhado da primeira-dama, Gracinha Caiado (União Brasil), que é pré-candidata ao Senado, e do vice-governador Daniel Vilela (MDB), que assume o cargo e deve disputar a eleição ao governo em outubro.
A saída de Caiado já era prevista por causa do prazo de desincompatibilização do cargo, conforme a legislação eleitoral, que obriga o governador a deixar o comando do Executivo goiano até o dia 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno. Já o governador Eduardo Leite afirmou que deve permanecer no cargo no Rio Grande do Sul até o final do segundo mandato, caso não seja escolhido como pré-candidato à Presidência pelo PSD. O gaúcho também descartou a disputa pelo Senado.
* Com informações da Gazeta do Povo.