Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

A partir de quantos graus cada estado sente frio? Mapa revela diferenças no Brasil

Foto: Unsplash/Aaron Burden

Por: Milena Natali

28/03/2026 - 15:03 - Atualizada em: 28/03/2026 - 15:09

Se tem uma coisa que o brasileiro entende bem é que frio não mora no termômetro, mora na pele. E é justamente essa percepção que o chamado “Índice do Moletom” tenta traduzir: afinal, em que temperatura cada região do país começa a puxar o casaco do armário?

O levantamento, desenvolvido pelo projeto Brasil em Mapas com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), parte das temperaturas mínimas médias anuais de estados e capitais. Mas vai além dos números frios: considera fatores como umidade do ar, vento e, principalmente, a aclimatação, aquela velha história de que “quem mora ali já se acostumou”.

Na prática, isso significa que a sensação térmica não segue uma régua única. Um dia de 20°C, por exemplo, pode ser interpretado como agradável em cidades mais frias, mas já pede agasalho em regiões acostumadas ao calor constante. O que para uns é brisa leve, para outros já é motivo de moletom.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Esse comportamento não é exclusividade do Brasil. Em países com invernos mais rigorosos, a tolerância ao frio é maior. Em Tóquio, no Japão, onde a média mínima anual gira em torno de 11°C, moradores costumam recorrer a casacos pesados apenas quando os termômetros se aproximam dos 5°C. Já temperaturas próximas de 15°C, que em cidades do Sul do Brasil podem ser consideradas frias, são vistas por lá como amenas.

No território brasileiro, a diversidade climática amplia ainda mais essas diferenças. Em regiões de calor intenso durante todo o ano, qualquer queda de temperatura já muda o comportamento. Em Cuiabá, por exemplo, os moradores começam a sentir frio por volta dos 24°C. Em Manaus, a combinação de calor e alta umidade faz com que uma queda para 22°C ou 23°C, geralmente acompanhada de chuva, seja suficiente para tirar o casaco do guarda-roupa.

No Centro-Oeste, Brasília apresenta outro cenário: o clima seco e a altitude contribuem para uma sensação térmica mais baixa. Por lá, temperaturas em torno de 19°C já levam muita gente a vestir moletom. No Sudeste, o Rio de Janeiro, conhecido pelas altas temperaturas, também entra na lista: a umidade elevada e a influência de ventos mais frios fazem com que dias nublados com cerca de 18°C sejam encarados como frios pelos cariocas.

Mais do que um mapa climático, o Índice do Moletom funciona como um retrato cultural do país. Ele mostra que o frio, no fim das contas, é relativo, e que cada canto do Brasil veste o clima do seu próprio jeito. Porque, como diz o ditado, “quem não aguenta o frio, que vista o moletom”, mas o ponto é: esse frio muda de endereço, e de intensidade, conforme o CEP.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Milena Natali

Graduanda em Jornalismo pela Faculdade Bom Jesus IELUSC, redatora de entretenimento/cotidiano e colunista de história no jornal impresso.