Minha brincadeira é um risco, mas… Toda vez que vou a um caixa eletrônico e há um veterano à minha frente, quando ele termina os “negócios” dele eu pergunto: sobrou alguma coisa pra mim? E essa pergunta, uma brincadeira, tem produzido boas conversas. O que mais ouço como resposta, também humorística, é: – “Eu vim ver se ainda tinha alguma coisa, isso sim”! E aí uma conversinha rápida se inicia, e o que mais tenho ouvido é: – “Ah, Prates, não posso parar. Estou aposentado desde… e comecei a me sentir mal dentro de casa todos os dias…”! Mais ou menos isso. Vivo falando disso aqui. E essa verdade vale para todos, tenha a pessoa a idade que tiver. Alguns filhos de ricos podem pensar que esse pensamento é coisa de pobre, eles é que são os tais, passam os dias nas redes sociais ou jogando tempo de vida fora em estultícias típicas dos que têm dinheiro sem tê-lo feito… Aliás, dizendo isso, lembro-me de uma frase do mestre em finanças Gustavo Cerbasi. Num dos livros dele, A Riqueza da Vida Simples, Cerbasi diz o que Sócrates já dizia: – “Riqueza é não faltar o que é importante para nós”. Entendamos “importante” como aquilo de que precisamos para viver, e precisamos de muito pouco. Buscar mais do que precisamos é ostentação, exibicionismo, teatro da mentira, enfim, que pode enganar os lá de fora, mas não engana a própria pessoa trapaceira. Uma vida rica não depende de posses, tesouros, milhões no banco… E só vão se dar conta disso os muitos ricos, mas quando estiverem na UTI. A UTI dos pobres, aqui do lado de fora, é correr atrás dos ventos, mais das vezes, os ventos dos equívocos. Uma única vez na minha vida profissional troquei de emprego só por dinheiro e… Me ferrei da cabeça aos pés. Saí de uma das maiores empresas de comunicação do Brasil pela tentação de um “salarião”. Na verdade, enganação. Entrei pelo cano e aprendi. As tentações vestem roupas finas, enganam os apressados, os ingênuos… Casar com uma bem pobre ou um bem pobre não raro é loteria premiada, mas a maioria ainda acredita nas aparências. A pessoa que tem aquilo de que precisa é rica, se comparada a quem tem tudo, mas vive roendo as unhas…
REPETIÇÕES
Ouça esta manchete, desta semana, São Paulo: – “Violência doméstica era constante. Mulher foi morta por companheiro”. Veja bem, a violência era “constante”. E por que ela esperou pelo pior? Por que apostou na recuperação de um vagabundo? Mulher não precisa de ninguém para viver bem e feliz, de ninguém. Precisa só dela mesma. Os feminicídios se repetem e as mulheres não aprendem? Na primeira ameaça do vagabundo é pegar a mala e cair fora. Perco meu tempo…
BEBIDAS
Manchete nacional: – “Gatilho da violência, álcool exige regulação”. Vale dizer, alguns representantes do povo querem uma lei mais rígida para controlar a venda de bebidas alcóolicas no Brasil. Falsos ingênuos. Bebidas alcóolicas não mudam o caráter de uma pessoa, reforçam, isso sim. Vale o mesmo para cargos públicos, quantos e quantos ordinários se prevalecem dos seus “poderes artificiais” para pôr a mão onde não devem? Esses “poderes” são o álcool deles. Canalhas.
FALTA DIZER
Ano de eleição. Será que as pessoas andam lendo jornais? Ligam o rádio para ouvir notícias? Ligam a tevê para acompanhar um telejornal, ou continuam esperando por dias melhores por meio desses tipos que se alinham para ser eleitos? Nenhuma esperança. A urna eleitoral vai ser uma lata de lixo…