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Empreendedorismo feminino ganha força em Jaraguá do Sul e inspira novas histórias de negócios

As irmãs Greiciele Tereza Schiochet e Alexandra Ilaida Schiochet, criadoras do Cafofo. Divulgaçaõ/Sebrae

Por: Pedro Leal

25/03/2026 - 15:03 - Atualizada em: 25/03/2026 - 15:39

Cada vez mais mulheres têm transformado ideias, criatividade e propósito em negócios próprios. Em Jaraguá do Sul e região, o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço e mostrando como talento, coragem e acesso à capacitação podem abrir novos caminhos profissionais.

De acordo com levantamento do Sebrae, as mulheres representam cerca de 35% dos empreendedores em Santa Catarina, somando mais de 534 mil empresas lideradas por mulheres, o que reforça a relevância do empreendedorismo feminino na economia. Além disso, o número de empresas abertas por mulheres vem crescendo de forma acelerada: entre 2020 e 2025, a taxa de crescimento foi de aproximadamente 235,5%, evidenciando a força e o avanço do empreendedorismo feminino nos últimos anos.

Entre essas histórias está a das irmãs Greiciele Tereza Schiochet e Alexandra Ilaida Schiochet, criadoras do Cafofo. A ideia surgiu com o intuito de criar algo que fosse além de uma loja, reunindo moda autoral, arte e experiências que despertassem conexão com as pessoas. “O Cafofo nasceu da nossa vontade de CRIAR um lugar com alma. Sempre sentimos falta de um espaço que misturasse moda, arte e coisas que fazem o coração sorrir”, conta Greiciele.

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O nome da marca também carrega um significado afetivo. A inspiração veio da infância das irmãs, quando a mãe, Terezinha, criava cantinhos acolhedores durante as férias e chamava esses espaços de “cafofo”. “Queríamos que quem entrasse aqui se sentisse em casa, acolhido e feliz”, explica Alexandra, que já tinha experiência com comércio, enquanto Greiciele vinha do mundo corporativo.

Entretanto, o negócio surgiu de forma natural, unindo a criatividade das duas e o desejo de construir algo próprio. “O começo foi cheio de coragem e aprendizados. Fizemos muita coisa com as próprias mãos e fomos aprendendo no caminho”, lembram.

Como muitas mulheres que decidem empreender, elas também enfrentaram desafios, como equilibrar a rotina profissional com a vida familiar e lidar com diferentes áreas da empresa. Elas comentam que muitas mulheres ainda enfrentam o desafio de serem levadas a sério ou de equilibrar trabalho, casa e filhos. “E existe também o medo. Muitas têm ideias incríveis, mas duvidam da própria capacidade”, afirmam.

Com o crescimento do negócio, as irmãs buscaram apoio em capacitações e consultorias do Sebrae, que ajudaram a estruturar melhor a empresa. “Participamos de consultorias que contribuíram desde a parte estética da loja, até a organização financeira e implantação de sistemas”, conta Greiciele.

Esse tipo de apoio é fundamental especialmente nos primeiros anos de um negócio, já que a maioria dos empreendimentos femininos está concentrada em pequenos portes, como MEIs e microempresas, que demandam orientação em gestão, precificação e organização financeira para crescer de forma sustentável .

Entre os aprendizados que permanecem no dia a dia da empresa, elas destacam a importância de unir criatividade e gestão. E afirmam que, hoje, o Cafofo se tornou mais do que um negócio: virou um espaço de encontro e troca com a comunidade.

Para outras mulheres que sonham em empreender, o conselho das irmãs é simples: começar. “Mesmo que seja pequeno e não esteja perfeito. O medo faz parte do caminho, mas a coragem aparece quando a gente dá o primeiro passo”, afirmam.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).