Desde 1974, pratico corridas de rua, incluindo maratonas, somando mais de 75.000 km e vários tombos.
Quem corre, precisa olhar o piso cuidadosamente, evitando tropeços em ressaltos, buracos e pedras, e não só olhar lá na frente.
No trabalho, frequentemente somos incentivados a olhar apenas ao horizonte: metas, promoções, crescimento e reconhecimento. No entanto, é perigoso mirar só na linha de chegada.
Há que se atentar a cada detalhe, processo e decisão do dia a dia. Ressaltos, buracos e pedras aparecem sob forma de erros, comunicações falhas, prazos ignorados ou confiança excessiva.
Os maiores tropeços costumam acontecer quando o caminho parece estável e fácil e se diminui o cuidado e a atenção. Já nos momentos difíceis, naturalmente, a vigilância é redobrada.
Enfim, crescer na carreira não é apenas correr mais rápido que os outros, mas saber manter equilíbrio durante toda a jornada.
Resumidamente, muitas quedas não acontecem nos obstáculos visíveis, mas justamente nos caminhos que pareciam/parecem… perfeitamente seguros.