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Homem morto em Jaraguá do Sul tinha tornozeleira e antecedentes criminais

Foto: Fábio Junkes/OCP News

Por: Elisângela Pezzutti

21/03/2026 - 10:03 - Atualizada em: 21/03/2026 - 10:12

Novas informações sobre o caso do homem morto após um golpe de “mata-leão” em Jaraguá do Sul revelam que ele usava tornozeleira eletrônica, tinha histórico de violência doméstica e portava drogas no momento da ocorrência. No bolso dele, foi encontrada uma porção de 8,83 gramas de cocaína.

O homem cumpria pena por roubo e acumulava registros criminais, incluindo tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça, desacato, incêndio e posse de entorpecentes. Já a companheira, natural do Rio Grande do Sul, não possuía antecedentes policiais.

O caso foi registrado na noite de sexta-feira (20), por volta das 23h10, na Rua José Mech, no bairro Três Rios do Norte, quando a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de briga entre um casal.

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No local, o homem foi encontrado inconsciente e sem sinais vitais. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu realizaram tentativas de reanimação, mas a morte foi confirmada ainda na residência.

Segundo relato da mulher, o companheiro havia saído para ingerir bebida alcoólica e retornou alterado, com comportamento agressivo e falas desconexas, afirmando estar sendo perseguido. Em determinado momento, ele se trancou em um quarto com a mulher e três crianças, de 1, 2 e 5 anos.

Ao perceber risco iminente para os filhos, a mulher entrou em luta corporal com o homem e aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” para contê-lo. Durante a situação, um adolescente, sobrinho da mulher, arrombou a porta após ouvir pedidos de socorro e retirou as crianças do ambiente.

Após a retirada dos menores, a mulher constatou que o companheiro estava desacordado e acionou a polícia. A Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram no local para os procedimentos periciais.

A mulher foi presa em flagrante por homicídio doloso e encaminhada à delegacia, junto com testemunhas.

A causa da morte ainda será determinada por exames, que devem indicar se o óbito foi provocado pela imobilização ou por fatores associados, como o uso de drogas.-

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.