Um homem foi condenado pelo Tribunal do Júri a 35 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da companheira na frente da filha, em Jaraguá do Sul.
A decisão também determinou a perda do poder familiar. O réu já estava preso preventivamente desde a data do crime e, após o julgamento, foi reconduzido ao presídio para cumprir a pena.
O caso ocorreu em 1º de maio de 2025. Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a vítima, Inara Karina Tribess, de 25 anos, foi morta por asfixia dentro da residência do casal, localizada no bairro Jaraguá 99.
As investigações apontaram que o crime aconteceu após o homem descobrir a intenção da companheira de encerrar o relacionamento, o que caracterizou motivo torpe. O homicídio foi praticado na presença da filha do casal, que tinha três anos e dependia da mãe.
Na definição da pena, foram consideradas circunstâncias agravantes como a presença da criança durante o crime e a reincidência do acusado, que já possuía condenação por tráfico de drogas.
Após o assassinato, o homem, natural de São Paulo, fugiu em um veículo GM Astra. Ele foi localizado posteriormente em um apartamento no município de Luiz Alves, onde acabou preso.
O julgamento ocorreu no Fórum de Jaraguá do Sul, com oitiva de testemunhas, interrogatório do réu e debates entre acusação e defesa. A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti, da 4ª Promotoria de Justiça da comarca, que sustentou a denúncia e destacou a gravidade do crime ao pedir a condenação.