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A única religião

Por: Luiz Carlos Prates

19/03/2026 - 07:03

Fiquei longos minutos circulando pelas “notícias” nas tevês. Um horror atrás do outro, um canalha atrás do outro, uma longa fila de desonestos, mentirosos, prepotentes, “autoridades” e… Impunes. E vão continuar impunes? Tudo vai depender das “estrelas”… Abatido pelas notícias, fui à minha caixa de frases, fui fazer um sorteio, enfiar a mão dentro da caixa e trazer uma frase, vai que… Saiu-me entre os dedos esta frase: – “Uma vida digna é a única religião”. Será que alguém contesta? Para a pessoa ter uma vida digna ela tem que ter uma boa consciência da vida e entender que a sua dignidade lhe traz a felicidade. Ou será que alguém que viva fora da lei, tanto das leis convencionais quanto das leis morais, pode ser feliz? A felicidade só pode ser gerada pela dignidade. O safado, o prepotente, a “autoridade” ordinária podem enganar a torcida, a imensa torcida dos trouxas ou dos que lhes estendem o tapete, mas não enganarão sua consciência. É por isso que incontáveis pesquisas feitas pelos americanos dizem que é mais frequente a felicidade entre os ditos “pobres” que entre os ricos. Ricos de dinheiro. Um marido trai sua companheira, um outro não é honesto em seu ambiente de trabalho, outro lá adiante, mete a mão no dinheiro público, ele se vê intocável, será que essa gentalha deita e dorme? A dignidade é gerada pela vida reta, sem esquerda nem direita, vias de corrupção e de revelação de personalidades estultas… E por aí segue o baile. Dignidade pode ser sinônimo de honestidade. E quem não deve não teme, diz um outro e milenar ditado. Todo dia, aqui ou li, leio sobre “personalidades”, de todas as áreas, gente podre de rica, mas… Com um problema atrás do outro. Mulheres, por exemplo, malcasadas, companheiros que não valem nada, mas elas mentindo nas redes sociais… Serão felizes? Claro que não, mas isso tudo pouco importa para a gentinha de cabeça pobre. Engraçado, todos somos livres, somos, sem contestação, livres para a felicidade, mas poucos são felizes. Já disse, vou repetir, a felicidade é silenciosa, ela não gosta de barulho, ela é avessa a sirenes… Engraçado, para a felicidade há poucos “seguidores”. Dito tudo isso, fique claro: somos, sempre seremos, livres para à dignidade, logo, para os braços da felicidade.

REPETIÇÃO

A repetição ensina? As vivências alheias ensinam? Penso que sim, ensinam aos de antenas ligadas e autorrespeito. Todos os dias, incontáveis casos de feminicídio e violências de todo tipo contra as mulheres. Em muitos casos, maioria mesmo, a mulher foi morta depois de várias surras, desrespeitos e até registros na Polícia. A pergunta repetitiva é esta: E por que essas mulheres não caíram fora na primeira ameaça do canalha? Amigas, pô, melhor só do que mal acompanhadas…

FOTO

Portal Metrópoles. A foto me irritou. A foto mostra um guri encostado num carro Porsche, vestindo uma roupa com as marcas do Porsche, como se o guri fosse um piloto. A manchete dizia: – “Porsche lança roupas e acessórios para crianças apaixonadas por carros”. Crianças apaixonadas por carros, aonde isso? Ademais, crianças têm que ser ensinadas a serem apaixonadas por livros, pianos, Educação Moral e Cívica, por aí… Santa Maria Goretti, que futuro!

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FALTA DIZER

Disse a verdade… Quem? Napoleão Bonaparte (1769/1821) líder e militar francês. Ele disse que – Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas”. É a velha história, aquela que já citei aqui incontáveis vezes: – “Quem lê sabe, quem lê jornal sabe mais”. Grande, Napo!

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.