A decisão anunciada pelo presidente estadual do PSD, Eron Giordani, na sexta-feira, de abrir um processo administrativo para tratar da expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, da sigla e manter a pré-candidatura de João Rodrigues ao governo do estado, surpreendeu o meio político catarinense, principalmente após o maior cacique do partido no estado, o ex-governador Jorge Konder Bornhausen, ter chamado a imprensa em seu escritório, em Florianópolis, na quinta-feira à noite, para dizer que o prefeito de Chapecó estaria fora do processo. JKB, o Kaiser, outrora todo poderoso, chegou a citar Julio Garcia e Raimundo Colombo como possíveis nomes do PSD para disputar a eleição majoritária. Ficou no vazio. O comando do partido bancou o nome de Rodrigues com o apoio do presidente nacional, Gilberto Kassab, que também na quinta-feira havia confirmado o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr, como o candidato à presidência da República. Ao final da coletiva, João Rodrigues ainda convocou MDB, PP e União Brasil para formar uma frente anti-Jorginho Mello.
Provocação
Fortalecido após a entrevista coletiva realizada em um hotel em Chapecó, João Rodrigues provocou seus adversários. “Tem uma coisa que nós temos e talvez eles não tenham: projeto de Estado, palavra. Não é um projeto de uma sigla. Estamos construindo um projeto de Estado, com planejamento, com programa de governo, mas com política séria”, alfinetou.
Resposta
Ao final do pronunciamento em Chapecó, João Rodrigues confirmou que no próximo sábado, dia 21, deixará a prefeitura e se dedicará exclusivamente à campanha. Motivado, disparou contra o governador Jorginho Mello: “Mexeram com o grupo errado. Jorginho, aguarde, nós estamos em campo novamente”, finalizou.
Silêncio
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, pivô da crise do PSD, não havia se pronunciado, até o fechamento desta coluna, sobre o processo de expulsão do partido. A bronca de João Rodrigues, que expôs publicamente seu descontentamento no grupo de whatsapp do partido, era pelo fato de Topázio ter declarado apoio a Jorginho Mello. João exigia fidelidade partidária.
Mulheres

Foto: Jonatã Rocha/Secom
Bola dentro da secretaria de estado da Educação (SED), que lançou o programa “Escola que Respeita: Educação para Relações Saudáveis”, iniciativa voltada à construção de uma cultura de respeito, empatia e convivência saudável entre estudantes nas escolas estaduais, contribuindo para a prevenção da violência contra mulheres e meninas.