Após o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmar que o país não participará da Copa do Mundo de 2026, começaram a surgir especulações sobre qual seleção poderia ocupar a vaga no torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
O regulamento da competição prevê a possibilidade de desistência de equipes classificadas. O artigo 6º trata do tema, mas não define critérios específicos para substituição, deixando a decisão final a cargo da FIFA.
“Se qualquer associação membro participante desistir e/ou for excluída da Copa do Mundo, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará as medidas que julgar necessárias. A entidade poderá decidir substituir a associação membro participante em questão por outra associação”, diz o regulamento.
A seleção iraniana garantiu vaga no Mundial com a melhor campanha do Grupo A das Eliminatórias Asiáticas, somando 23 pontos e assegurando classificação direta.
O processo classificatório no continente avançou até a sexta fase, uma repescagem regional, na qual o Iraque venceu os Emirados Árabes Unidos e se credenciou para disputar o play-off intercontinental no fim do mês.
Os iraquianos enfrentarão o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname, que duelam dias antes por uma vaga na fase decisiva da repescagem mundial.
Diante desse cenário, o Iraque aparece como uma das possíveis opções caso a vaga do Irã seja aberta — o que também poderia beneficiar Bolívia ou Suriname, que ficariam a apenas um jogo de garantir presença no Mundial. Outra seleção que acompanha os desdobramentos é a dos Emirados Árabes Unidos, próxima colocada na fila das eliminatórias asiáticas.
Até o momento, porém, o regulamento apenas estabelece que a decisão caberá à Fifa, que deverá definir os critérios de substituição somente se a desistência do Irã for confirmada.