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Impasse sobre BR-101 Norte compromete desenvolvimento de SC, diz FIESC

Foto: Divulgação/Arteris

Por: Pedro Leal

10/03/2026 - 19:03 - Atualizada em: 10/03/2026 - 19:13

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) avalia que o impasse em torno da repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte comprometerá o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Para a Federação, a decisão da comissão de solução consensual instaurada no TCU, de encerrar as tratativas para repactuação do contrato com a Autopista Litoral Sul (Arteris) frustra a expectativa da sociedade catarinense, que demanda uma solução urgente para a falta de segurança e para a ineficiência da rodovia. A situação desse importante corredor logístico catarinense é critica, com longas filas e níveis altíssimos de acidentes.

Na avaliação da Fiesc, as obras constantes da proposta são imprescindíveis para dar mais fluidez e trazer mais segurança aos usuários, que já enfrentam uma situação caótica.

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“Sem a perspectiva desses investimentos, esse importante corredor logístico – já colapsado – se torna um entrave ao desenvolvimento do estado, ao crescimento do comércio exterior, do turismo e de inúmeras atividades econômicas que dependem da rodovia. O impacto negativo atinge não só os negócios, mas as pessoas que moram em cidades no entorno e visitantes”, afirma Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.

A Federação cobra uma solução urgente para os pontos críticos da rodovia entre Itapema, Balneário Camboriu e Itajaí e também Penha e Joinville.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)o Ministério dos Transportes (MT) informaram nesta terça-feira (10), que não foi possível alcançar um acordo para a repactuação do contrato de concessão da Autopista Litoral Sul, no âmbito da Comissão de Solução Consensual instaurada na Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do Tribunal de Contas da União (TCU).

A proposta inicial de repactuação previa obras pra aumentar a eficiência da rodovia, e foi discutida com a sociedade catarinense, quando recebeu sugestões de obras e de implementação de mecanismos para melhorar a fluidez e segurança da FIESC e outras entidades do setor produtivo do estado.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).