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Intenção de Consumo das Famílias sobe pelo quinto mês consecutivo em Santa Catarina

Foto: OCP News

Por: Pedro Leal

03/03/2026 - 16:03 - Atualizada em: 03/03/2026 - 16:36

O otimismo segue em alta entre os consumidores catarinenses. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador medido mensalmente pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), cresceu pelo quinto mês consecutivo em fevereiro. O índice alcançou 112,8 pontos no estado, uma alta de 0,5% em relação ao mês anterior. Índices acima de 100 pontos indicam otimismo dos consumidores em relação à economia.

A ICF catarinense também segue acima da média histórica de 106 pontos e maior do que a média nacional, que fechou fevereiro em 104,3 pontos. Apesar disso, o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, lembra que o ICF está em um patamar 1,2% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Por conta dos juros altos e da inflação acima da meta, houve um forte recuo no indicador no segundo semestre do ano passado.

“Agora, no entanto, o momento virou. Os consumidores estão mais confiantes. Uma das razões para isso é o início da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Além disso, a inflação está mais sob controle agora. Os juros seguem em um patamar proibitivo, porém a perspectiva é de queda ao longo do ano”, diz Dagnoni.

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A alta registrada em fevereiro foi puxada, principalmente, pela melhora na avaliação das famílias sobre as condições atuais e as expectativas para os próximos meses. No indicador de condições correntes, os subíndices de emprego e renda avançaram 2,4% e 1,6% na comparação mensal, respectivamente. Ainda assim, ambos acumulam quedas de 3,8% e 4,8% em relação a fevereiro do ano passado, sinalizando que, apesar da recuperação recente, o nível de satisfação permanece abaixo do observado há um ano.

Entre as expectativas, a perspectiva profissional cresceu 0,8% frente a janeiro e avançou 7,3% na comparação interanual, atingindo 136,8 pontos — bem acima da linha de neutralidade. Já a perspectiva de consumo ficou estável no mês (0,0%), mas registra retração de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos componentes ligados às condições efetivas de consumo, o nível de consumo atual foi o principal fator de pressão negativa, com recuo de 4,5% no mês.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).