A dor começou no dia 12 de dezembro. No início, Everson Fernando Andrade, 32 anos, morador de Schroeder, acreditou que fosse apenas um problema na coluna. “Achei que era coluna mesmo, mas cada dia foi aumentando mais e mais”, conta.
O que parecia algo comum se transformou em um período de desespero. Ele passou o fim de ano indo diariamente ao hospital, mas não encontrava solução.
“Cheguei num ponto que não conseguia mais deitar nem ficar parado. A dor era insuportável”, relata.
À noite, a única alternativa para aliviar o sofrimento era improvisada.
“Eu ficava embaixo do chuveiro com a água bem quente nas costas. Aliviava por alguns minutos. Teve noite que tomei 12 banhos. Não era fácil.”
Mesmo assim, o alívio era passageiro. Ele corria ao hospital, recebia medicação, mas voltava para casa sem respostas.
Sem melhora e sem diagnóstico, decidiu buscar atendimento particular para conseguir requisições de exames. Foi a partir daí que veio a descoberta: linfoma folicular maligno.
“Foi um desespero diferente a cada dia. Essa doença mexeu muito com o meu psicológico. É uma caixa de surpresa. Um medo tomou conta de mim.”
Everson precisou passar por cirurgia para biópsia. Um dos tumores, localizado nas costas, mede aproximadamente 13 por 7 centímetros.
Exames apontaram ainda vários linfomas espalhados pelo corpo – no pescoço, costas, abdômen e ao redor de órgãos.
“São muitos, sabe.”
Desde o início da investigação e do tratamento, os custos se acumularam rapidamente.
“Uns R$ 8.200 já consegui, mas já gastei mais de R$ 18 mil. Não é fácil.”
Entre os exames feitos de forma particular estão tomografia de abdômen total, tomografia lombar, eletrocardiograma, ressonância da coluna lombar e ultrassonografia de abdômen. A imuno-histoquímica custou R$ 1 mil. A primeira sessão de quimioterapia foi realizada na rede privada, ao custo de R$ 2.400.
“Tive que fazer particular, porque minhas dores eram insuportáveis.”
As consultas médicas chegaram a R$ 500 cada, pagas à vista. Ele também precisou custear diversas consultas adicionais, exames de sangue – muitos realizados no fim de ano, quando parte da rede pública estava em recesso – além de sessões de injeção e medicamentos.
“As morfinas eram todas particulares, R$ 130 cada. E foram muitas.”
Agora, ele iniciou a quimioterapia e, a princípio, as próximas sessões serão feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Joinville.
“A partir de agora, as químio vai ser tudo pelo SUS.”

Foto: Divulgação
Ainda assim, há exames considerados urgentes que enfrentam demora. Um deles é o PET Scan.
“Se demorar muito pelo SUS, vou ter que fazer particular. Aqui em Jaraguá custa em torno de R$ 6 mil e pouco.”
Everson é motorista, morador do Rio Hern e atualmente trabalha na empresa Belmec Indústria Mecânica. Ele já encaminhou o pedido ao INSS e aguarda a liberação para marcar a perícia. “É muito demorado, né? Mas vamos lutar.”
Pai de um menino de 8 anos e uma menina de 6, ele afirma que encontra forças nos filhos.
“Tenho muito medo, sabe? Mas estou firme e forte. Tenho duas crianças dentro de casa e preciso ficar bem. Meu foco agora é sarar. Vou fazer tudo que eu puder. A única coisa que eu quero é a cura.”
Diante da situação, amigos e familiares criaram o grupo “Apoio ao Tratamento do Fernando” no WhatsApp e iniciaram uma campanha solidária para ajudar nas despesas.
“Não foi fácil, mas estamos aí lutando. Deus é maravilhoso. Tudo vai dar certo”, afirma Everson.
Como ajudar
Banco: Bradesco
Titular: Everson Fernando Andrade
Chave Pix: 08737549995
Além das contribuições financeiras, a família pede orações e o compartilhamento da campanha, como forma de fortalecer a corrente de apoio neste momento delicado.