Acabo de reler uma frase, da minha caixa cheia delas, e fiquei pensando… De fato, tudo é um ponto de vista na vida, não é o que é ou parece ser… A frase de que falei diz que – “Nós nos revelamos por todos os poros”. Difícil discordar. Ocorre que muitas vezes, ou sempre, eu me visto, falo, me envolvo com o que faz parte da vida, da minha vida, mas não me dou conta disso. E assim, me revelo. Ninguém escapa. E quando fico sabendo dessa verdade e mudo, por exemplo, as minhas roupas, estou iniciando uma enganação contra mim mesmo. Ora, se eu mudei o meu modo de vestir é porque alguma ideia ou pressão me fez mudar. Não foi algo natural. O natural é o que nos revela, aquilo que fazemos sem muito pensar ou mesmo sem pensar. De uma feita ouvi uma amiga dizer que o nosso sucesso ou fracasso ao longo dia começa quando abrimos o guarda-roupa e escolhemos as vestes do dia. O não-pensar nos revela, o instinto nos revela, os descuidos nos revelam… E você pode dizer: – E daí, qual é o problema? Grosso modo, nenhum problema, o problema pode estar no estilo de vida que hoje nos empurra para uma massificação indigesta, uma linha de montagem de condutas digitalizadas… Queremos ser iguais, não queremos ficar fora dessa padronização chamada também de “linha de montagem”, todos iguais como automóveis saindo da fábrica. E se você quiser mudar uma imagem que se prendeu a você, o conselho de especialistas (especialistas?) é sair dos estereótipos, das linhas de montagem e vestir-se de modo a contradizer esses padrões. Aliás, é o que muitos estão fazendo e, sem se dar conta, caindo no ridículo. A sociedade tem sim – ou deve ter – uma “linha de montagem” que não pode ser desprezada: a linha de montagem dos bons modos, da educação, da ética. Quando uma pessoa se veste de educação e ética, que aliás, são irmãs gêmeas, a pessoa está bem-vestida para o convívio social e para os votos de confiança de que todos precisamos na vida. Opa, quase me esqueci, tenho um compromisso daqui a pouco. E agora! O que vou vestir para ser bem-recebido e não sofrer fingindo o que não sou? E agora, meu Deus?
DINHEIRO
Institutos Internacionais de Finanças dizem que – “Menos de 2% dos bilhões de habitantes da Terra têm condições de viver até o fim de suas vidas sem preocupações financeiras…”. No Brasil há muitos nessa “classe”, gente que ganha bem mais que a estupenda maioria dos “escravos”, operários que ficam no salário mínimo. Mas e os que estão nos “poderes”, ganhando milhares e milhares de reais acima dos salários oficiais? Até quando isso vai durar? Por bem pouco tempo. Contagem regressiva…
MULHERES
Agora foi uma freira, uma mulher de 82 anos, num Convento no Paraná. Ela foi assaltada, estuprada e morta quando estava no pátio alimentando aves. Estuprada e morta. O que dizer? Mais um caso a consolidar o Brasil na liderança mundial em feminicídios e rotineiros desrespeitos às mulheres. E a “justiça” vai dar ao canalha a devida condenação perpétua? Ou vão apresentar desculpas sociais e psicológicas?
FALTA DIZER
Exatamente o que muitos imaginavam, o caso Orelha deu em nada. O cachorrinho de Florianópolis morreu torturado, tudo comprovado, mas… Nada ficou na ficha dos “acusados”. Restou a hipótese de que o cãozinho se matou… Imagine se possível, o nome de “ilustres” numa ficha jurídica de condenação, imagine… Consolo? Tudo tem troco na vida, “tudo”…