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Atos “Acorda, Brasil” reúnem multidões em capitais e marcam pré-campanha da direita

Foto: Reprodução

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

01/03/2026 - 15:03 - Atualizada em: 01/03/2026 - 15:51

Manifestações do movimento “Acorda, Brasil” reuniram multidões em diversas capitais do país neste domingo (1º). Atos convocados por lideranças da direita aconteceram em Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, reunindo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro desde as primeiras horas da manhã em pontos turísticos e vias centrais.

Na capital federal, Brasília, a concentração começou às 10h em frente ao Museu da República, com uso de carro de som. Entre as autoridades presentes estavam os senadores Izalci Lucas e Rogério Marinho, além da deputada federal Bia Kicis. Os discursos defenderam anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticaram o que chamaram de “arbitrariedades”.

Ainda em Brasília, Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, optou por circular entre os manifestantes. “Preferi ficar no meio do público, ouvir e sentir o que as pessoas têm a dizer”, afirmou.

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Avenida Paulista concentra milhares em São Paulo

Em São Paulo, milhares de pessoas se reuniram antes do meio-dia nas imediações do MASP, na Avenida Paulista. O carro de som “Avassalador” concentrou lideranças como o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, além dos deputados federais Ricardo Salles e Philippe de Orleans e Bragança.

Símbolos tradicionais das manifestações da direita voltaram a aparecer, como o boneco do Pixuleco representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário. Também chamou atenção uma versão com Bolsonaro censurado, com a frase “Falem por mim!”, em referência a críticas sobre liberdade de expressão.

Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes pediram liberdade para Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro chegou à Avenida Paulista por volta das 15h, acompanhado do governador Romeu Zema, do deputado Nikolas Ferreira e do pastor Silas Malafaia.

Belo Horizonte e Salvador também registram grandes atos

Em Belo Horizonte, Nikolas Ferreira reuniu uma multidão na Praça da Liberdade e encontrou o governador Romeu Zema, cotado para compor uma futura chapa da direita. Em tom descontraído, o deputado escreveu à mão o lema “Acorda, Brasil!” na camiseta branca do governador.

Já em Salvador, a concentração ocorreu em frente ao Farol da Barra. Os manifestantes seguiram em cortejo pela Avenida Oceânica, animados por carros de som e palavras de ordem patrióticas.

Principais pautas defendidas nos atos

Entre as principais bandeiras levantadas nas manifestações estão o pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, críticas ao governo Lula, a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria e pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Também aparecem pautas recorrentes da direita, como combate à corrupção e críticas ao aumento de impostos.

Apesar da mobilização, o tom contra o STF não é consenso entre lideranças conservadoras. Flávio Bolsonaro tem adotado postura mais moderada, buscando diálogo com setores do centro político.

Ato marca cenário de pré-campanha na direita

A mobilização deste domingo ocorre em meio à reorganização do campo conservador e é vista por aliados como um teste de força para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Escolhido por Jair Bolsonaro como nome do PL para a disputa presidencial, o senador tem intensificado articulações nacionais.

Para o cientista político Gustavo Macedo, professor do Insper, as manifestações funcionam como termômetro eleitoral. “Vivemos um clima de campanha permanente. Esses atos ajudam a testar quais pautas mobilizam mais o eleitorado”, avaliou.

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Isabelle Stringari Ribeiro

Jornalista de entretenimento e cotidiano, formada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB).