A International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por definir as regras do futebol mundial, anunciou neste sábado um conjunto de mudanças que começarão a ser aplicadas a partir da Copa do Mundo deste ano. As alterações foram aprovadas em assembleia geral realizada em parceria com a FIFA e têm como foco principal aumentar o tempo de bola em jogo e reduzir práticas de antijogo.
Entre as principais novidades está a ampliação do uso do árbitro de vídeo (VAR). A ferramenta poderá ser utilizada também em lances que envolvam a marcação de escanteios e em situações de possível erro na aplicação do segundo cartão amarelo, que resulta em expulsão. No caso dos escanteios, o VAR poderá corrigir decisões equivocadas de forma imediata, sem a necessidade de revisão no monitor à beira do campo.
Para coibir a cera, os árbitros passarão a adotar contagem regressiva em reposições de bola e substituições. Nas cobranças de lateral, se o jogador ultrapassar cinco segundos após o início da contagem, a posse será revertida ao adversário.
Nos tiros de meta, o mesmo tempo limite valerá; caso seja excedido, será assinalado escanteio para o time rival. Já nas substituições, o atleta terá até 10 segundos para deixar o gramado após a placa ser levantada. Se descumprir o prazo, o substituto só poderá entrar um minuto depois.
Outra mudança estabelece que todo jogador atendido pela equipe médica deverá permanecer, no mínimo, um minuto fora de campo antes de retornar à partida.
As novas regras entrarão em vigor para os clubes a partir de 1º de junho e serão aplicadas na próxima temporada europeia, além de já estarem previstas para a Copa do Mundo.
A IFAB informou ainda que abrirá consultas para discutir medidas em casos nos quais atletas cobrem a boca ao se dirigirem a adversários, prática que ganhou repercussão após episódio envolvendo Prestianni e Vini Jr., durante partida entre Real Madrid CF e SL Benfica, pelos playoffs da UEFA Champions League. O argentino foi acusado de proferir ofensas racistas contra o brasileiro.
Além disso, a entidade anunciou que realizará testes para “avaliar melhor” situações em que goleiros alegam lesão e provocam a paralisação do jogo para atendimento médico. A intenção é estudar alternativas que impeçam o uso desse expediente como forma de retardar a partida.