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Guaramirim reforça monitoramento contra a dengue com novas tecnologias de vigilância

Foto: Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

28/02/2026 - 07:02

A Secretaria de Saúde de Guaramirim ampliou as ações de enfrentamento à dengue com a implantação de novos dispositivos de monitoramento do mosquito transmissor da doença. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Regional de Saúde de Jaraguá do Sul e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), que realizou a doação de equipamentos ao setor de Zoonoses do município.

A medida integra a estratégia regional de prevenção às arboviroses no Vale do Itapocu e tem como foco a modernização do mapeamento do mosquito na cidade.

Monitoramento inteligente com ovitrampas

A principal novidade é a implantação das ovitrampas, dispositivos recomendados pelo Ministério da Saúde, que funcionam como armadilhas para a coleta de ovos do mosquito. Com esse método, os agentes conseguem identificar antecipadamente a presença e a densidade do vetor, antes mesmo da ocorrência de surtos.

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Na prática, a estratégia permite: detecção precoce, por meio da simulação de locais ideais para a postura de ovos; análise ágil, com a identificação dos bairros com maior infestação; e ações direcionadas, concentrando os trabalhos de campo exatamente onde o risco é maior.

Mais dados para decisões mais rápidas

Somando os materiais já adquiridos pelo Município às doações recebidas, Guaramirim passa a contar com 450 ovitrampas, 500 palhetas e 400 grampos, ampliando significativamente a capacidade de vigilância do mosquito.

Segundo o coordenador de Endemias, Marcelo Rojas, o novo modelo fortalece a atuação das equipes e torna o trabalho mais eficiente. “O uso das ovitrampas permite decisões mais rápidas e direcionadas, otimizando os recursos públicos e protegendo a população de forma mais eficiente”, destaca.

A implantação desse sistema marca uma mudança importante na vigilância em saúde do município, com a adoção de uma atuação preventiva, baseada em dados reais e no mapeamento geográfico das áreas com maior risco de transmissão.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.