O Núcleo de Educação Infantil Municipal (Neim) Professora Alessandra Abdalla, localizada na Tapera, em Florianópolis, estruturou o processo de inserção para o ano letivo de 2026 com base em projetos coletivos e em uma proposta de acolhimento leve e afetiva.
A iniciativa segue as orientações do currículo da educação infantil da rede municipal de ensino da capital, e tem como principal objetivo fortalecer os primeiros laços de confiança e pertencimento entre as 90 crianças, famílias e profissionais.
O termo “inserção” significa o ato de introduzir, integrar e fazer parte de um contexto. Na educação infantil, esse momento representa o início da convivência cotidiana na unidade educativa-etapa que, para muitos, pode significar a primeira experiência de separação entre mãe e filho. Por isso, o diálogo, a parceria e a construção da confiança são fundamentais.
Durante o período de acolhimento, as experiências são organizadas de forma tranquila e descontraída, favorecendo a adaptação das crianças ao novo espaço educativo. Os menores, de dois a cinco anos, compartilham vivências e brincadeiras, promovendo a interação entre os grupos e ampliando as possibilidades de socialização.
Segundo a diretora do Neim Professora Alessandra Abdalla, Andréia Fernandes, o acolhimento cuidadoso é essencial para garantir segurança emocional. “Acolher família, criança e profissionais de forma respeitosa e carinhosa favorece um ambiente agradável, produtivo e confiável, fortalecendo vínculos desde os primeiros dias”, destaca.
Atenção às manifestações das crianças
A equipe pedagógica observa atentamente as diferentes formas de comunicação de todos os pequenos. O choro não é a única manifestação de estranhamento. E podem ocorrer também recusa ou ansiedade na alimentação, alterações no sono, apatia, entre outros.
Da mesma forma, são consideradas as manifestações de contentamento e satisfação, especialmente quando a criança demonstra desejo de permanecer por mais tempo na unidade e já interage com profissionais e colegas.
Presença da família
Durante o processo de inserção, a criança tem direito à presença de um familiar ou adulto de referência na unidade, conforme sua necessidade e a possibilidade. Quando avaliado em comum acordo que a permanência não é mais necessária, os responsáveis devem permanecer de sobreaviso.
Sempre que necessário, a unidade garante encontros individuais para dialogar sobre questões específicas relacionadas aos participantes.

Foto: Divulgação/PMF
Organização do atendimento no início do processo de inserção no Neim
G3 (2 anos) – G4 (3 anos)
- Primeiro dia: pequenos grupos de três a quatro crianças com seus pais.
- Segundo e terceiro dias: ampliação progressiva do número de participantes e da permanência na unidade.
- A partir do quarto dia: permanência conforme horário de matrícula para aquelas que estiverem adaptadas; nos demais casos, ampliação gradativa e dialogada com as famílias.
G5 (4 anos) – G6 (5 anos)
- Primeiro dia: atendimento em pequenos grupos de quatro a cinco crianças com suas famílias.
- A partir do segundo dia: crianças que não apresentarem reações de estranhamento permanecem conforme o horário de matrícula. Quando houver manifestações de desconforto, o tempo de permanência será ampliado gradativamente, em comum acordo com os responsáveis.