Em tempos antigos se usava jornais velhos para fazer pacotes, isso era comum nos armazéns de antigamente. Meu pai teve um desses armazéns. E eu, atrás do balcão, 10 anos, vivia pedindo aos fregueses que se eles tivessem jornais velhos, lidos, em casa, que trouxessem para nós. E eles traziam. Quando era eu que recebia os jornais, eu os examinava a todos, da primeira à última página. Procurava fotos de jogadores ou do time do Internacional, isso em Porto Alegre. Começou ali a minha “intimidade amorosa” com os jornais. E falando desse meu vínculo com os jornais, até hoje pessoas me trazem fotos, reportagens, de tudo um pouco tirado de jornais. Um desses “presentes” me foi dado por uma amiga, uma entrevista com um medalhista olímpico e recordista em ganhar medalhas de ouro em Olímpiadas como nadador: o americano Michael Phelps, hoje com 40 anos. Michael conta nessa entrevista que passou por severas advertências ao seu tempo de menino nas escolas dos Estados Unidos. Ele era muito “desligado” em sala de aula. E inesquecivelmente, Michael lembra de uma professora que um dia, perdendo os cadernos com ele, disse-lhe, gritando: – “Você nunca vai ser bem-sucedido em nada”. Michael ouviu e sentiu a “pancada”. Ele conta que nunca mais esqueceu da professora e que tem certeza de que ela foi a grande propulsora da vida dele. Uma pessoa ouvir que nunca vai dar para nada é ferida difícil de cicatrizar. Não cicatrizou em Michael Phelps. Ele se tornou anos mais tarde o medalhista olímpico mais vencedor de medalhas de ouro em natação. A lembrança da professora deu força aos braços dele. E se estou lembrando dessa história é porque todos nós, um dia, também ouvimos “sentenças” condenatórias contra nós. Essas “sentenças” podem ser verdadeiras naquele momento, mas não deverão ser para sempre. E aí entra a nossa consciência, vergonha, pudor. Ah, é? Vou te provar que estás errada, errado! E esse desafio não deve ser contra a pessoa que nos pode ter dito uma verdade, uma verdade daquele momento, algo incontestável naquele momento. É ouvir e… Concordar ou se inflamar. Dizer a si mesmo, “Vou me provar o contrário dessa “sentença” que acabei de ouvir”. E a partir daí, com vergonha na cara, partir para a reação. Vai sair uma vitória, um “ouro” de realização na vida. Aceitar a “sentença” é medo e covardia.
SILÊNCIO
O ditado é incontestável: – “Quem cala, consente”! Um “agente de segurança” em Porto Alegre foi acusado de ter matado a companheira. Preso, levado à delegacia, o cara negou-se a falar. E os repórteres, por perto, disseram que esse é um direito de uma pessoa acusada, calar-se. A meu juízo, o vagabundo que silencia diante de uma grave acusação é culpado, culpado sem chiados. Safado. Fique isso muito claro: calou, admitiu a culpa. Inocentes não se calam.
BBB
Um integrante do BBB da Globo foi xingado aos extremos porque durante o programa ele disse que – foi o homem quem criou Deus, e não Deus quem criou o homem. Está “apanhando” até agora. Ocorre que a ciência se alicerça sobre provas, sem provas não há verdades. E qual é a prova das “verdades” religiosas? Uma única delas que seja, qual?
FALTA DIZER
Frase atribuída a Walt Disney, criador da Disneylândia: – “O modelo ideal de um profissional de sucesso é a de um carpinteiro cortando a madeira e assobiando”. Concordo, prego isso, e… Vale para o casamento. Mas quem é que canta e assobia numa vida de casal? Quem? Onde?