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Sair da jaula

Por: Luiz Carlos Prates

24/02/2026 - 07:02

Desde que nascemos suspiramos… Suspiramos por algo que nos falta, por um desejo vago ou não, vivemos o tempo todo, mesmo que nadando em dinheiro, querendo alguma coisa. E esse desejo, cotidianamente, nos infelicita, nos impede de ver o bem que nos cerca e a “riqueza” que é a nossa vida. Sim, “riqueza”, e essa riqueza nada tem com o saldo bancário. Frequentemente, olhamos para trás e suspiramos pelo que perdemos, algo que até então não havia sido devidamente conscientizado. Será tarde. Como disse, passamos a vida suspirando por alguma coisa. E essa coisa por que suspiramos pode ser um grande projeto, mas é aquela coisa, não devemos esquecer que o passo não pode ser maior que a perna. Os maratonistas cruzam a linha de chegada após dar um passo atrás do outro, ainda não conseguimos voar. Você quer mudar de vida? No quê? Aí é que está, nossos desejos, sonhos, projetos precisam ser bem visualizados. Não podemos desejar e conquistar num piscar de olhos. Então, o caminho mais seguro e menos estressante é tomar, assumir decisões pequenas, nada de um salto enorme de um momento para outro. Mudar um pouquinho, mudar para frente, sempre, todos os dias um pequenino passo em direção ao nosso sonho, é o modo mais seguro e menos inquietante de nos realizarmos e chegarmos ao porto seguro da realização. As pequenas mudanças nos inquietam menos, e uma pequena mudança atrás de outra nos levará ao sol nascente de uma nova vida. O difícil é passar essa ideia para as multidões apressadas que andam por aí, ninguém mais tem paciência para esperar. Um esperar em movimento, passinho a passinho. Vai dar certo. As mudanças que desejamos se confundem ao mesmo tempo entre desejos de coisas boas e medo de encrencas ao tentá-las. E esse medo se não for domado vai ser a jaula da prisão em nossa vida. A pior das jaulas, a jaula das frustrações pelos sonhos não realizados. Mas fique claro, não realizados porque os desejamos rapidamente, sem tempo, preparo ou paciência. Nossas mudanças começam, devem começar, agora, mas… Sem pressa e um pequeno passo todos os dias. As mudanças que produzimos sem pressa vão longe porque não as atrapalhamos com o medo e, pior de tudo, com as desistências.

ELAS

No passado, as mulheres só se realizavam (aparentemente) pelo casamento. Era uma infelicidade pessoal e familiar ter uma filha “encalhada”, hoje é uma benção, mas… As garotas não devem casar pensando em ser figurinhas do banco de passageiros no carro do casamento. Nada de pensar que o casamento é ocupar o banco do carona no andar da vida, negativo. Ou a mulher “dirige” o carro da sua vida, solteira ou casada, ou… Aí sim, encalha!

TEMPO

Nosso corpo físico não se apega ao tempo, ele vai mudando, queiramos ou não. O bonitão aos 30 anos não terá a mesma beleza aos 60, se chegar até lá. O corpo vai envelhecendo, mas a nossa cabeça, as nossas ideias podem mudar, podem mesmo até rejuvenescer, contudo… Fazemos essa “cirurgia” mental das mudanças? Raramente. Ficamos nas raízes do passado e sofrendo com o que não vai voltar nem mudar, uma mudança de rejuvenescimento que depende de nós. Tentar?

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FALTA DIZER

Os pais desde cedo veem as características de seus filhos e os identificam para algumas atividades profissionais no futuro. Esses pais têm que incentivar os filhos a seguir essa linha, a seguir suas jornadas naturais, onde vão precisar de menos esforços e encontrarão mais felicidade. Pais que fazem isso? Aonde?

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.