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Governo eleva imposto e encarece celulares, equipamentos médicos e mais de mil itens no Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por: Gabriel JR

22/02/2026 - 09:02

O cenário para quem pretende trocar de celular ou investir em infraestrutura digital no Brasil ficou mais desafiador. No início do mês, o governo federal oficializou um aumento no imposto de importação que atinge mais de mil produtos, com foco em bens de informática, telecomunicações e bens de capital. Segundo o G1, as alíquotas subiram em até 7,2 pontos percentuais, impactando tanto o consumidor que compra smartphones no exterior quanto indústrias que dependem de equipamentos avançados.

A lista de itens afetados é ampla e inclui, além de smartphones, painéis de LED e LCD, câmeras fotográficas especializadas, circuitos impressos montados, cartuchos de tinta e controladores de edição. Também entram equipamentos da área de saúde e ciência, como aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos, equipamentos odontológicos e centrífugas laboratoriais, além de robôs industriais e máquinas de impressão automatizadas. O Ministério da Fazenda afirma que a medida busca proteger a soberania produtiva, destacando que a importação desses bens cresceu mais de 33% desde 2022 e já representa quase metade do consumo nacional, com destaque para produtos vindos dos Estados Unidos (34,7%) e da China (21,1%).

Especialistas e representantes do setor produtivo demonstram preocupação com os efeitos da decisão. Para o Fiorde Group, o parque industrial brasileiro ainda é defasado e não consegue suprir a demanda por tecnologias de ponta. Ao G1, o presidente do grupo, Mauro Lourenço Dias, alertou que aumentos abruptos de custo podem comprometer projetos e reduzir a competitividade do Brasil no cenário internacional.

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Embora o governo avalie que o impacto no IPCA será indireto e gradual, o mercado prevê reflexos em exames hospitalares, eletrônicos domésticos e até serviços condominiais que utilizam peças importadas, como motores de portão. Para evitar paralisações em setores essenciais, foi aberto prazo até 31 de março para que empresas solicitem redução temporária da alíquota a zero em casos específicos, com validade de até 120 dias.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação