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Imposto de Renda: checklist essencial ajuda declarante a evitar erros e cair na malha fina

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por: Pedro Leal

20/02/2026 - 14:02 - Atualizada em: 20/02/2026 - 14:19

Com a proximidade do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025, referente ao ano-calendário 2024, especialistas alertam que a organização antecipada dos documentos é um dos principais fatores para evitar inconsistências, cair na malha fina e até atrasos na restituição.

Segundo a contadora Érica Gomes, a preparação deve começar com a separação dos documentos pessoais e financeiros, reunindo comprovantes que detalhem a real situação patrimonial e de rendimentos do contribuinte ao longo do ano. “Ter todos os documentos em mãos antes de iniciar a declaração reduz significativamente o risco de erros e retrabalho. Além disso, garante que o contribuinte aproveite corretamente as deduções permitidas por lei”, explica.

Entre os documentos básicos, estão CPF do titular e dependentes, acesso ao Gov.br ou procuração eletrônica, comprovante de endereço atualizado, dados bancários e a última declaração do Imposto de Renda, quando houver. Essas informações facilitam o preenchimento e a conferência dos dados já registrados pela Receita Federal.

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Outro ponto de atenção são os comprovantes de rendimentos, que incluem informes fornecidos por empregadores, aposentadorias do INSS, rendimentos de aluguel, atividades como autônomo ou profissional liberal, além de distribuição de lucros e pró-labore para sócios de empresas. Rendimentos provenientes de pensão alimentícia, heranças ou doações também devem ser informados.

De acordo com Érica Gomes, a omissão de rendimentos é um dos erros mais comuns. “Muitas pessoas esquecem de declarar rendas extras, como aluguéis ou trabalhos autônomos. A Receita cruza dados automaticamente, então qualquer divergência pode gerar pendências”, alerta.
A declaração também exige atenção ao patrimônio. Bens e direitos com valor acima de R$5 mil, como imóveis, veículos, aplicações financeiras, previdência privada, criptomoedas e participações societárias, devem ser devidamente informados, com documentação como escrituras, contratos, extratos e registros oficiais.

Além disso, dívidas e ônus reais superiores a R$5 mil, como empréstimos, financiamentos e parcelamentos junto à Receita Federal ou outros órgãos públicos, precisam constar na declaração para que o patrimônio seja demonstrado corretamente.

As despesas dedutíveis também desempenham papel estratégico na redução do imposto devido. Gastos com saúde, educação, previdência privada do tipo PGBL e pensão alimentícia judicial podem diminuir a base de cálculo do tributo, desde que comprovados. “Guardar recibos médicos, notas fiscais e comprovantes de pagamento ao longo do ano é fundamental. Sem comprovação, a dedução pode ser glosada pela Receita”, ressalta a contadora.
Investidores devem redobrar a atenção. As operações na bolsa de valores exigem informes das corretoras, extratos da B3, DARFs pagos sobre ganho de capital, além do controle mensal de lucros, prejuízos e posição em custódia. Outro item relevante, conforme a especialista, são as doações e incentivos fiscais, como contribuições para fundos da criança e do adolescente, idosos, cultura, esporte e saúde, que podem gerar dedução do imposto devido quando devidamente comprovadas.

Para ela, a principal recomendação é não deixar a organização para a última hora. “A declaração do Imposto de Renda não deve ser feita com pressa. Um checklist completo de documentos garante mais segurança, evita problemas com a Receita Federal e ainda pode resultar em uma restituição mais rápida”, conclui.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).