Uma polêmica marcou a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, pela Uefa Champions League. Durante a partida, Vinicius Jr. relatou ter sido chamado de “macaco” por Gianluca Prestianni.
O volante francês Aurélien Tchouaméni, companheiro do brasileiro no Real, afirmou que o jogador do Benfica teria alegado posteriormente que utilizou um termo homofóbico, e não racista.
“Isto não pode acontecer. O Vinícius nos disse que o rapaz lhe chamou de macaco, com a camisa por cima da boca. Depois, o rapaz (Prestianni) garantiu que não disse nada disso, que o chamou de “viado”. Conversamos como equipe e o Vini disse que tínhamos que continuar jogando. Não sei o que dizer. Vamos conversar. Isso não pode acontecer”, declarou Tchouaméni na zona mista.
Também após o apito final, o atacante francês Kylian Mbappé, outro parceiro de Vini no time espanhol, saiu em defesa do companheiro e foi enfático ao afirmar que Prestianni teria repetido a ofensa racista por diversas vezes.
“O número 25 do Benfica, cujo nome não cito porque não merece, disse que Vini é um macaco cinco vezes. É importante não generalizar, no estádio há 70 mil pessoas que não fizeram nada. Este jogador para mim não merece mais jogar a Champions”, denunciou.
Diante da repercussão, Prestianni se manifestou nas redes sociais. O argentino negou ter feito ofensas racistas contra o brasileiro e afirmou que houve um mal-entendido. Ele também relatou ter sido alvo de ameaças após o episódio.
“Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas contra o jogador Vinicius Junior, que infelizmente interpretou mal o que pensou ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, disse.