A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul deve retomar, em 26 de fevereiro, a análise do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia, enviado pelo Executivo ao Congresso. O debate foi iniciado com a leitura do relator será retomado na semana que vem, com previsão de votação.
Se aprovado no colegiado, o texto seguirá para o Plenário da Câmara e, depois, para o Senado, abrindo caminho para a ratificação de um dos acordos comerciais mais amplos já firmados pelo bloco sul-americano. O tratado foi assinado em janeiro, em Assunção, e cria uma área de livre comércio entre os dois blocos.
O acordo prevê redução gradual de tarifas de importação, com prazos que podem chegar a 30 anos para produtos considerados sensíveis, além de regras sobre serviços, investimentos, compras públicas, propriedade intelectual e circulação de capitais. Também estabelece critérios para defesa comercial e proíbe novos impostos sobre itens contemplados.
O texto ainda vincula a ampliação do comércio a compromissos ambientais e trabalhistas, mantendo a autonomia dos países em áreas como saúde, educação e meio ambiente. A tramitação no Congresso deve mobilizar diferentes setores econômicos e políticos, diante dos impactos estratégicos para a economia brasileira e para a inserção internacional do país.