As novas regras anunciadas pelo Banco Central para reforçar a segurança do Pix recolocam no centro do debate público um tema sensível: a responsabilidade do Estado e das instituições financeiras diante do avanço dos golpes digitais. Ao prever o bloqueio automático de contas após denúncia e permitir o registro de alertas diretamente no aplicativo bancário, a autoridade monetária sinaliza que a era da autorregulação silenciosa ficou para trás. A pressão social por respostas mais rápidas e eficazes forçou uma mudança de postura.
No Senado, a tramitação de projeto de lei amplia essa discussão ao propor a criação de uma Lei de Segurança do Pix, com mecanismos para recuperação de valores transferidos em fraudes e exigência de atuação mais ativa dos bancos no combate ao crime. O debate deixa de ser apenas técnico e passa a ser político: quem deve arcar com os prejuízos quando o sistema falha? O consumidor, vulnerável diante de criminosos cada vez mais sofisticados, ou as instituições que operam e lucram com a infraestrutura financeira?
O avanço das fraudes expõe também um dilema regulatório. O Pix tornou-se símbolo de modernização e inclusão financeira, mas seu sucesso massivo revelou fragilidades exploradas por organizações criminosas. Ao mesmo tempo em que o governo busca preservar a agilidade e a eficiência do sistema, cresce a cobrança por mecanismos mais rígidos de controle, rastreamento e responsabilização. A tensão entre inovação e segurança passa a ser pauta permanente no Congresso.
Mais do que medidas pontuais, o momento exige coordenação institucional e clareza política. O enfrentamento aos golpes digitais demanda integração entre Banco Central, Legislativo, instituições financeiras e órgãos de segurança pública. A discussão sobre o Pix deixa evidente que a transformação digital do país não pode avançar sem uma arquitetura robusta de proteção ao cidadão.
Acesso
A Câmara de Jaraguá do Sul analisou indicação do vereador Professor Fernando Alflen (PL) que solicita ao Executivo a construção de um acesso para entrada e saída de equipamentos do Clube de Canoagem Kentucky, às margens do Rio Itapocu. Segundo a proposta, a falta de estrutura adequada dificulta as ações de limpeza do rio e compromete a agilidade em casos de salvamento e apoio às autoridades.
Ações voluntárias
A sugestão prevê a implantação de um pier para embarque e desembarque de caiaques e canoas, garantindo mais segurança e eficiência operacional. O clube realiza ações voluntárias de preservação ambiental e também auxilia em operações de busca e salvamento. A estrutura deve reduzir riscos de acidentes, minimizar impactos nas margens e fortalecer as atividades comunitárias no município.
SMS Defesa Civil
Santa Catarina lidera o ranking nacional de adesão ao serviço de alertas por SMS da Defesa Civil. O estado ocupa o 1º lugar no país no número de cadastros para recebimento de avisos sobre eventos climáticos e situações de risco, reforçando o engajamento da população com as medidas preventivas e a cultura de proteção civil.
Mensagens
O sistema permite que moradores recebam mensagens gratuitas com alertas sobre temporais, alagamentos, deslizamentos e outras ocorrências. A alta adesão em Santa Catarina demonstra maior conscientização da população e fortalece a atuação preventiva da Defesa Civil diante de eventos extremos.