O Senado Federal tem protocolado 25 pedidos de impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF. Todos aguardam análise do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP). Entre as representações registradas no início de 2026, três estão diretamente vinculadas ao caso do Banco Master, uma investigação da Polícia Federal que apura supostas fraudes na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
Além destes, há outro pedido, anunciado pelo Partido Novo, masainda não registrada no sistema formal da Casa.
A relação do ministro com o Caso Master ganhou destaque após a divulgação de menções ao seu nome no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante as investigações.
Em consequência, Toffoli, após pressão e reunião fechada entre os ministros da Suprema Corte, optou por deixar a relatoria do processo, que ficará com o ministro André Mendonça.
Além dos pedidos mais recentes, há representações pendentes desde 2025, incluindo algumas que abordam decisões do ministro em casos distintos, como uma suspensão de multa de mais de R$10 bilhões referente à JBS em 2023.
O procedimento de impeachment de ministros do STF está previsto em lei desde 1950, com trâmite semelhante ao aplicado a presidentes da República, mas nunca foi concluído com a destituição de um magistrado.
Cabe ao presidente do Senado decidir sobre o prosseguimento de cada denúncia, primeiro em fase de admissibilidade antes de eventual comissão e votação no plenário.
Até o momento, os pedidos seguem em tramitação no Senado, com a decisão sobre a abertura ou não dos processos ficando a cargo da Mesa Diretora.