Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Perder e ganhar

Por: Luiz Carlos Prates

13/02/2026 - 07:02

Muitas vezes na vida jogamos para perder. Pensamos que estávamos jogando para ganhar, mas não estávamos, todavia… Depois da “perda” surge a consciência, o reconhecimento de que a coisa não era tão ruim assim… Todos os dias ouço falar de uma separação de casais, gente conhecida ou nem tanto, mas… A vivência é a mesma. E diante dessa “rotina”, o que dizer? Digo que os divórcios pouco tempo após os “ajuntamentos” (não foram “casamentos”…) resultam da leviandade dos parceiros e, sobretudo, de seus valores diante da vida. No livro “Farmácia dos Pensamentos” (centenas e centenas de frases interessantes), certa altura lê-se: – “Entre um casal, não é difícil ver o amor se esvaziar em rotina, em simples convivência, em mera conveniência. Só a separação faz sentir o quanto se deixou de dar e ganhar”. Essa verdade, penso, não vale para o que anda por aí, em maioria. Essa maioria quer o rótulo de casados, quer uma “empregada” em casa ou um trouxa para lhe pagar as contas. Falemos do amor, daquele amor que costuma passar despercebido na rotina, um amor que só vai acordar depois do divórcio, quando for tarde… E dizendo isso, lembro-me outra vez do samba de Ataulfo Alves, aquele que em dado momento diz que – “Eu era feliz e não sabia…”. Muitos de nós, muitíssimos, estamos vivendo uma vida feliz, solteiros ou casados, mas não nos damos conta disso. É preciso uma “perda” para acordarmos, que baita estupidez. Mas é a verdade da imensa maioria, não nos damos conta da nossa “casinha”, do nosso emprego, da mulher, do marido, dos filhos, da família, do cachorrinho no pátio, do carro “antigo”, mas que nos leva e traz… Nada disso nos vem à consciência para nos fazer felizes, precisamos levar um tombo, perdermos algum desses “pequenos” bens para acordarmos. E essa história de andar pulando de galho em galho, procurando pelo casamento certo, feliz, é coisa típica dos levianos, dos apressados, dos que pegam a primeira ou o primeiro que lhes passa pelo caminho… Leviandades típicas dos que subestimam a mulher companheira ou o homem lutador, honesto e, (por que não?) pobre. A pior das pobrezas não é a bancária, é a da cabeça. Cuidado, não joguemos fora nossa felicidade não percebida, a de agora…

CARÁTER

Caráter não tem nada a ver com religião, o bom samaritano, que nada tinha de religioso, entrou para a História, ajudou a quem precisava e foi embora… Já aqui entre nós, políticos lutando para tornar obrigatória a Bíblia sobre mesas “administrativas”. O Brasil é laico, pacóvios. Por que não pedem dicionários em suas mesas, “analfas”? Se o povo conhecesse o caráter íntimo desses tipos… Faltaria espaço na salinha dos fundos.

LEVIANO

Um colunista da Folha, um leviano para a minha visão, disse dia destes que – “O ensino cívico-militar serve apenas para amedrontar alunos e ensiná-los a respeitar autoridades sem questioná-las, habilidade essa útil apenas a formar a mão de obra barata de ditaduras”. Coitado, eu imagino a educação dos filhos dele, se os tiver. Disciplina é o alicerce da vida honesta, pacífica e bem-sucedida. Fala, se queres que te conheça…

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

FALTA DIZER

Quem faz o de que gosta não se cansa nem se queixa do trabalho. Manchete que vem da Confederação Nacional da Indústria: – “Falta de qualificação trava a competitividade”. E de onde vem a qualificação? Vem do entusiasmo, do amor pelo trabalho, uma ampla escolha da liberdade humana. Mas… Os folgados querem salário alto e muitas folgas. Agüentem!

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.