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Família de Guaramirim questiona circunstâncias da morte de jovem de 29 anos

Foto: Arquivo Pessoal

Por: Gabriel JR

12/02/2026 - 07:02 - Atualizada em: 12/02/2026 - 08:58

A família de Crislaine Liliane Padilha, de 29 anos, cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte da jovem após período de internação hospitalar. O velório ocorre em Guaramirim e o sepultamento está marcado para esta quinta-feira (12), às 10h.

Natural de São Bento do Sul, Crislaine morava há sete anos em Guaramirim. Ela era mãe de dois filhos, estava solteira e, conforme a família, realizava tratamento para depressão.

Em depoimento à reportagem, a irmã, Jéssica Amanda Padilha, relatou que Crislaine estava internada no Hospital de Jaraguá do Sul e foi transferida posteriormente para o Hospital São Sebastião, em Papanduva. Segundo a familiar, a unidade não seria especializada em atendimento psiquiátrico.

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“Ela foi encaminhada para um hospital comum, não era uma clínica psiquiátrica. Disseram que estava lá para cuidados, mas entendemos que não recebeu a assistência que deveria”, afirmou Jéssica.

De acordo com a irmã, a família foi informada de que a morte teria ocorrido na noite de terça-feira (10), sendo inicialmente registrada como suicídio.

No entanto, ao chegar o corpo em Guaramirim, surgiram questionamentos. Conforme o relato, durante a preparação para o velório, o profissional responsável perguntou se Crislaine estaria grávida devido a um corte na parte inferior do abdômen, coberto por curativo. “Nós informamos que não. Ela também não era doadora de órgãos”, declarou.

A família afirma que não autorizou qualquer procedimento relacionado à doação. “Ela tem um corte profundo na barriga e outras marcas pelo corpo. A gente não sabe o que aconteceu e não recebeu explicações”, relatou a irmã.

Segundo Jéssica, os familiares buscaram orientações junto às polícias Militar e Civil, mas foram informados de que o caso estaria vinculado ao Instituto Geral de Perícias (IGP) da região onde ocorreu o óbito. “Disseram que houve avaliação de médico legista, mas nós não tivemos esclarecimentos detalhados. Estamos sem saber o que fazer”, afirmou.

Diante das dúvidas e das marcas observadas, a família pede investigação e esclarecimentos oficiais sobre o que teria ocorrido durante a internação.

A reportagem tenta contato com o Hospital São Sebastião, para obter mais informações sobre o caso e aguarda posicionamento.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação