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Caso Master: Bancos terão de antecipar sete anos de contribuição ao FGC e pagar taxa extra

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Por: Pedro Leal

10/02/2026 - 14:02 - Atualizada em: 10/02/2026 - 14:39

O Conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou uma proposta que prevê a antecipação de sete anos de contribuição e o pagamento de uma taxa extra pelos associados como forma de compensar o “rombo” resultante da liquidação do grupo Master pelo Banco Central.

A informação foi antecipada pelo jornal Valor Econômico e pelo jornal O Globo.

Hoje, as associadas fazem um repasse mensal de 0,01% do total de depósitos elegíveis à garantia de cada instituição.

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O plano aprovado prevê antecipação de 60 meses deste repasse ao fundo ainda este ano, 12 meses em 2027 e mais 12 meses em 2028, antecipando ao todo 84 parcelas – sete anos de contribuição.

Os repasses seriam remunerados à taxa Selic, com uma taxa extra de 0,06 ponto por ano, metade da contribuição regular.

Ainda não foi definido um prazo para o repasse extraordinário.

A estimativa é de que a estratégia consiga recompor um pouco mais de R$ 40 bilhões, o que não compensaria totalmente o impacto das instituições liquidadas do grupo Master, previsto em R$ 55 bilhões.

Esse valor considera o ressarcimento de R$ 46,9 bilhões aos investidores do Banco Master, Banco Master de Investimentos, Letsbank e Will Bank, além de empréstimos concedidos pelo FGC às instituições do grupo.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).