Alegando relações familiares, a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu para deixar a comissão encarregada de apurar denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi, catarinense de Timbó.
O grupo foi instalado nesta quarta-feira (4) após reunião extraordinária do Pleno do STJ, que abriu sindicância para investigar os fatos atribuídos a Buzzi. Isabel Gallotti nasceu no Rio de Janeiro e é neta de Luís d’Assunção Gallotti, natural de Tijucas, que foi político e magistrado.
Isabel mas estava no grupo de apuração junto com os ministros Raul Araújo e Antonio Carlos Ferreira. No entanto, ela se declarou impedida e o ministro Herman Benjamin vai sortear outro ministro para atuar. Um dos critérios para a escolha é o tempo de casa do ministro.
Consta no sistema do STJ impedimento da ministra Gallotti de atuar nos casos envolvendo o ministro Buzzi por questões de ligações familiares.
O ministro Marco Buzzi é alvo de grave acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, que passou as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).
A jovem é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia, e, em determinado momento, a jovem foi tomar um banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relatos da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou, por três vezes, agarrá-la.